O pão é um dos alimentos mais afetados com a oscilação da moeda porque o Brasil não produz muito trigo, por isso é dependente de importação. “A gente ainda tem um pouco de trigo brasileiro nos estoques, mas não vai dar para segurar. Além do aumento do dólar, os fretes e pedágios também subiram.
Infelizmente, vamos acabar repassando para o consumidor”, afirma Fernanda Hipólito, diretorado Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Rio de Janeiro (Sipc).
A variação vem em um momento em que o brasileiro já está sofrendo com a inflação. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 9,56%. Somente o pão francês subiu 9% no período. O aumento dos derivados do trigo é só um entre os vários efeitos da aceleração do dólar na economia brasileira. Produtos que contêm componentes estrangeiros ou são totalmente importados acabam sendo os mais afetados com a desvalorização do real.
Isso sem falar nos turistas que pretendem ir para o exterior, que ficam com os cabelos em pé a cada vez que precisam pisar em uma casa de câmbio. O dólar turismo atingiu seu ápice na quinta-feira, quando algumas casas de câmbio chegaram a negociá-lo a mais de R$ 3,90, nos cartões pré-pagos — em que há cobrança de IOF.
“O indicado nestes casos é ir fazendo a compra no decorrer do tempo e não ficar preso a uma cotação. Hoje temos dólar sendo vendido a R$ 3,80, lá na frente pode ser que ele esteja R$ 4,20”, afirma Paulo Figueiredo, Diretor de Operações da assessoria de investimentos FN Capital.
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