
Ururau
Assinaturas de 12 vereadores já teriam sido colhidas para criação da Comissão
Se no plenário da Câmara Municipal de Campos, por falta de quórum na última quarta-feira (14/05), não foi possível a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) para investigar os serviços prestados pela Concessionária Águas do Paraíba, ao menos nas redes sociais vereadores que compuseram o Grupo de Trabalho, estão aproveitando para apresentar a população suas posições sobre o já polêmico tema.
Um dia depois de o relator do Grupo de Trabalho e defensor declarado pela criação da CPI, o vereador Alexandre Tadeu (PRB) usar o facebook e sua assessoria de imprensa encaminhar nota informando que tem novas evidências que comprovam o mau serviço prestado pela empresa, nesta sexta-feira (16/05) foi a vez do presidente do Grupo de Trabalho, o vereador Genásio (PSC) também discorrer sobre o tema.

“Após diversas tentativas de um diálogo com a Concessionária para que resolvesse amigavelmente os principais anseios da população, e que apesar da concessionária ter acatado a sugestão do grupo de trabalho, deixando de cobrar pela 2ª via de conta, não cobrar mais a religação no 1º corte, ter autorizado a ligação de hidrômetros individuais em condomínios horizontais, percebo que a população quer, com toda razão, muito mais. A população quer que seja revista esta cobrança absurda de 100% do valor da coleta de esgoto com relação ao consumo de água, o fim dos crimes ambientais que poluem rios e lagoas, serviço de qualidade com preço justo, sem esgoto a céu aberto como em muitos bairros. E agora a triste notícia de que a concessionária traz esgoto do Porto do Açu, em São João da Barra para tratar aqui em nosso município”.

Sobre a criação da CPI destacou que a empresa terá que na Câmara, apresentar suas explicações, correndo o risco de perda do contrato em vigor. “Basta! É preciso sim uma CPI para obrigar a Concessionária Águas do Paraíba a se explicar e corrigir o mais rápido possível as suas falhas. Com a CPI teremos informações que podem possibilitar uma revisão do contrato, ou em último caso o seu cancelamento, e hoje o município encontra-se amparado na Lei do Saneamento, aprovada no final de 2013 e já em vigor, para que a população possa ser atendida com o respeito que merece”.
Na nota divulgada na quinta-feira, Alexandre Tadeu reafirmou que as assinaturas já colhidas são suficientes para a instauração da CPI, tendo inclusive 12, três a mais do que as nove necessárias.
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