segunda-feira, 19 de maio de 2014

MULHER PODE TER SIDO MORTA TENTANDO DEFENDER A FILHA DE ESTRUPRADOR


Campos 24 Horas ouve pessoas que conheciam a rotina das vítimas. Suspeito de matar mulher e raptar sua filha pode ter abusado sexualmente da própria irmã

crime 1605 mãe e filhaAdriano da Conceição LimaO crime que chocou a população de Campos pode ter sido resultante de um quadro psicótico. O homem que figura como principal suspeito(foto ao lado) de matar uma mulher e raptar sua filha é também suspeito de abusar sexualmente da própria irmã. A revelação foi feita pelo delegado responsável pelo caso, que ainda disse que a vítima Gilcilene Paes Pereira e sua filha Isabelle podem ter sido observadas por vários dias pelo assassino quando tomavam banho. Diante disso, a principal linha de investigação da polícia é de que, na noite do crime, o assassino pode ter assediado a menina e o ato pode ter sido presenciado pela mãe, cujo marido estava trabalhando no momento do crime.

 A equipe do  Campos 24 Horas ouviu neste domingo(18) pessoas que conheciam Gilcilene Paes Pereira, 44 anos, que foi assassinada  no quintal de sua casa no final da noite da última quinta-feira(16), no assentamento Zumbi dos Palmares 4, entre as localidades de Santa Ana e Campelo, no distrito de Travessão de Campos. A filha de Gilcilene, Isabelle Pereira Laurindo, de 10 anos, continua desaparecida.
Uma professora de uma escola municipal de Santa Ana, uma localidade vizinha a Campelo, onde ocorreu o crime,  foi localizada pelo Campos 24 Horas e faz revelações sobre o comportamento da menina e sua mãe. Ela afirma que a menina tinha um comportamento tranquilo na escola.

As buscas pela menina e pelo principal suspeito foram feitas durante todo o final de semana. Caes farejadores podem ser utilizados nos próximos dias.

Gilcilene era uma mãe cuidadosa, diz professora

crime 1605 8
Pedaço de madeira sujo de sangue encontrado perto do corpo da vítima

Uma  professora de uma escola municipal da localidade de Santa Ana, onde estudava a menina Isabelle, cuja identidade vamos preservar, falou aoCampos 24 Horas sobre a rotina da família. Chocada com o desaparecimento de Isabelle, ela pede insistentemente para que o fato não deixe de ser divulgado.

“Ficamos todos perplexos. Para uma menina de 10 anos, ela era até meio tímida. Admitir que um homem pode ter despertado interesse por ela é algo que nos assusta. Na escola, seu comportamento era tranquilo. Uma menina doce”, disse a professora.

A professora conta que Gilcilene se mostrava cuidadosa e preocupada com a filha. “Elas moravam a cerca de 4 quilômetros da escola. Se ocorresse atraso no horário do ônibus, a mãe logo ligava para saber se algo errado havia ocorrido. As duas estavam sempre estavam juntas. Quando deixava de ir à escola, Isabelle nos dizia que tinha feito companhia à mãe em algum compromisso”, destacou a professora. 

Delegado aponta Adriano como principal suspeito

delegado 146ª DP adjuntoO delegado ajunto da 146ª DP/Guarus, Pedro Emílio Braga, acredita que o crime pode ter motivação sexual. E diz categoricamente que Adriano é o principal suspeito. Segundo o delegado,  foram encontrados tijolos perto do banheiro da casa, como se Adriano observasse constantemente a vítima e sua filha tomando banho.

Ele também revela que algo pode ser determinante para a conclusão das investigações sobre a motivação do crime: Adriano já foi suspeito de abusar sexualmente da própria irmã.

izabelle“Tivemos a informação através do marido da vítima que o suspeito Adriano teria um saco de ração para apanhar em sua casa. Adriano conhecia a rotina da família. A partir do momento que passamos a focar as investigações em Adriano, fizemos diligências na casa dele e encontramos roupas com vestígios de sangue e com fios de cabelo que podem ser de Gilcilene ou da menina”, disse o delegado Pedro Emílio, que acrescentou ter suspeitas de que Adriano não cometeu o crime sozinho.

“Na casa do segundo suspeito, um amigo de Adriano, que também mora no acampamento, encontramos vestígio de sangue na motocicleta dele. Inclusive, ele já figurou como suspeito de outro crime, contra a própria mulher”, afirmou o delegado.

O delegado destaca ainda que, além das roupas sujas se sangue e com fios de cabelo de uma mulher encontradas na casa de Adriano, o comportamento dele chamou a atenção.

“Ele fugiu quando a PM se aproximou de sua casa. Por que teria feito isso se não tivesse culpa? Ele já foi suspeito de abusar da própria irmã”, ressaltou o delegado.24 horas 

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