sexta-feira, 9 de maio de 2014

MOVIMENTO NAS CASAS LOTÉRICAS AUMENTA COM GREVE DOS VIGILANTES


Sem contraproposta, categoria não tem prazo para retomar atividades
 Marcelo Esqueff

Sem contraproposta, categoria não tem prazo para retomar atividades

De braços cruzados desde o dia 29 de abril, os vigilantes dizem que não há expectativa do movimento ser encerrado, já que o sindicato patronal ainda não se manifestou ou ofereceu qualquer proposta. Nesta sexta-feira (09/05), décimo dia da paralisação dos serviços, as filas nas casas lotéricas chamam a atenção e exercitam a paciência de quem tem que passar horas esperando pelo atendimento que antes era feito em minutos.
A cabeleireira Ana Emília Silva Brito, de 55 anos, escolheu o estabelecimento com mais caixas disponíveis e, portanto, com possibilidade de ser mais ágil.

“Estou aqui há 15 minutos. Vim fazer um procedimento que sempre faço e sei que aqui é rápido, mas com a greve sempre tem ficado lotado. Em um dia como hoje, sexta-feira, eu estou perdendo dinheiro aqui”, lamentou.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes (Sindivig) de Campos, Luiz Carlos Rocha, 15 municípios do Estado já aderiram à greve que, sem sinalização de diálogo do sindicato patronal, não tem previsão para terminar. Ainda de acordo com ele, não há ações ou manifestações previstas.

“Enquanto o patronal não se manifestar, não tem porque fazermos alguma ação. Estamos em frente a algumas agências que nós já sabemos que tentam funcionar com numerários (movimentação de dinheiro nos guichês), mesmo sem garantia de segurança”, revelou o presidente Luiz Carlos.
A categoria pede plano de saúde, redução na carga horária de trabalho para 44 horas, reajuste de 10% do ganho real e 6% da inflação, ticket de alimentação no valor de R$ 20.
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Fonte: URURAU

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