Aproximadamente 48 detentos das três unidades carcerárias de Campos, Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro e o Presídio Feminino Nilza da Silva Santos estão recebendo tratamento médico contra tuberculose no Hospital Ferreira Machado (HFM).
A doença que tem como principal fator de transmissão a aglomeração de pessoas é circulada de forma direta. A má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da tuberculose.
No município, o Hospital Ferreira Machado, que é considerado referência no tratamento de emergências e doenças infecciosas e parasitárias, recebe por mês cerca de cinco detentos com suspeita da doença para o devido tratamento.
De acordo com a nota enviada pela assessoria da unidade hospitalar, o mesmo conta com um setor de Tisiologia, voltado para pacientes com tuberculose. Além disso, sua Unidade de Terapia Intensiva e seu departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias são dotados de leitos de isolamento. O tratamento é feito de acordo com a gravidade de cada caso e vai do atendimento médico com posterior liberação a internação em UTI.
A equipe do Site Ururau entrou em contato com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que informou que todas as unidades contam com médicos e enfermeiros durante os plantões. "Informamos que hoje temos 48 internos em três unidades prisionais de Campos em tratamento de tuberculose em hospital público", disse a Seap por meio de nota.
Para o diretor do Ferreira Machado, Dante Pinto Lucas, o número elevado de pessoas privadas de liberdade com a doença poder ser ausência do tratamento na unidade prisional. "A questão é que esses pacientes oriundos do sistema carcerário não estão recebendo o devido tratamento nas unidades prisionais e acabam tendo seus quadros agravados e com isso, necessitando de atendimento de emergência. O Estado deveria dar o suporte de saúde necessário para esses pacientes, na própria unidade, evitando assim a evolução da doença", disse.
Sobre a declaração do diretor do HFM, a Seap informou que: "Os referidos internos recebem medicamentos periodicamente. Quanto à existência de médicos e enfermeiros, informamos que todas as três unidades contam com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem em plantões de até duas vezes na semana", completou a nota.
Fonte Ururau
Nenhum comentário:
Postar um comentário