Preso nesta quinta-feira (3) durante desdobramento da Lava Jato no Rio, Antônio Cid Campelo Rodrigues é executivo da empreiteira OAS e contou detalhes de participação do Tribunal de Contas do Município (TCM) no esquema de proprina em obras da Prefeitura carioca. As informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional na noite desta sexta-feira (4).
Por ter colaborado com as investigações, Antônio Rodrigues foi o único dos detidos durante a operação a ser solto já que, depois de depor, a Justiça não considera mais que ele possa atrapalhar as investigações. Os outros permanecem no Presídio José Frederico Marcos, que fica na Zona Norte da cidade. É a mesma unidade onde estão o ex-governador Sérgio Cabral e outros presos da Lava Jato.
Um deles é o secretário de Obras da duas administrações do prefeito Eduardo Paes (PMDB), Alexandre Pinto. O ex-representante da pasta é acusado pelo Ministério Público Federal de integrar parte de um esquema que exigiu R$ 30 milhões em propina em dois contratos com a prefeitura.
Em depoimento, Antônio Rodrigues trouxe novas informações, inclusive, de uma pessoa responsável por fazer os pagamentos no tribunal. Disse também que ouviu o então secretário de Obras dizer que havia a necessidade de fazer "um acerto" com o TCM. De acordo com o executivo, era de "praxe" o pagamento de 1% de obras para o TCM, apesar de não ser em todas.
Os recursos, segundo Rodrigues, eram entregues para Sérgio Tadeu. O único funcionário do Tribunal de Contas com esse nome é Sérgio Tadeu Lopes, principal assessor do presidente do tribunal, Thiers Montebello.
No depoimento à Polícia Federal, Antônio Rodrigues também alegou nunca ter recebido ou presenciado qualquer solicitação de propina por parte do ex-prefeito Eduardo Paes.
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