A Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo vai investigar a suspeita de participação de um policial militar no assassinato do inspetor penitenciário Giovani Costa, de 35 anos. A informação foi passada pela Polícia Civil, por meio de nota, na noite deste sábado (5).
O crime aconteceu na madrugada de sábado (5). Giovani foi morto com um tiro na cabeça, no bairro Alecrim, em Vila Velha. A polícia ainda não sabe a motivação do crime, mas segundo informações iniciais, Giovani Costa foi morto depois de sair de um bar.
Na tarde de sábado, policiais militares, o dono do bar e um amigo de Giovani que estava com ele quando tudo aconteceu foram ouvidos na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Testemunhas e agentes penitenciários disseram que há suspeitas de que o tiro que acertou Giovana tenha saído de uma pistola ponto 40, que é a arma usada por policiais militares, civis e agentes penitenciários.
A Polícia Civil disse que demais informações sobre o crime não serão repassadas à imprensa para não atrapalhar as investigações. Ao Gazeta Online, a assessoria da Polícia Militar informou que a Corregedoria acompanha o caso e que aguarda a conclusão das investigações da Polícia Civil.
Crime
De acordo com a polícia, o inspetor estava no bar com mais quatro amigos. Uma discussão com uma outra pessoa que estava no bar teria ocorrido, segundo apurações iniciais da polícia. Entretanto, o dono do bar não confirmou a informação.
Os amigos de Giovani foram embora mais cedo e ele ainda ficou no estabelecimento para tomar mais uma cerveja. Depois, seguiu até o carro para ir para casa. Foi quando uma pessoa chegou e disparou um tiro contra ele, que atingiu a cabeça.
Baleado, Giovani ainda entrou no carro e tentou ir embora, mas perdeu o controle da direção e subiu na calçada. Só parou quando bateu em um poste. Ele morreu no local. O atirador fugiu sem ser identificado.
O corpo foi levado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. Tios e primos de Giovani foram até o local na manhã deste sábado para fazer a liberação. Colegas de trabalho também estiveram no DML.
Eles contaram que Giovani era uma pessoa boa, que não tinha envolvimento com atividades ilícitas, e que não sabem o que pode ter levado ao assassinato.
Giovani era solteiro, não tinha filhos e morava com os pais no bairro Vila Garrido, em Vila Velha. Ele trabalhava no Centro de Triagem de Viana (CTV) e e era instrutor de tiro da escola penitenciária.
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