sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mulheres de PMs vítimas de violência acreditam em mudanças de escala e melhora de atendimento

Pezão e Secretário de DIreitos Humanos conversam com viúvas e familiares de PMS vítimas de violência  (Foto: Carlos Magno/Divulgação)O governador Luiz Fernando Pezão recebeu, na manhã desta sexta-feira (1), um grupo formado por sete mulheres de policiais mortos ou feridos durante confrontos com criminosos. Elas saíram da reunião por volta das 13h30 e vislumbraram ter suas reivindicações na área de saúde e das escalas dos PMs atendidas em breve.
"Temos chance de resolver as questões que não dependem de rendimento financeiros, como a parte física de saúde e a questão das escalas, mais humanas. Nós sentimos que o governador está aberto sim a negociar", disse Carine Dias, uma das representantes do movimento, logo após a reunião no Palácio Guanabara.
Carine explicou as reivincidações quanto à assistência psicológica ao policial e às famílias, além das escalas de serviço. "Pedimos um corpo médico de saúde, que atenda psicologia, psiquiatria e uma junta social, que atenda à família e ao policial. Isso além das escalas dignas, já que se o policial folgar de forma digna, ele vai poder se tratar, até de forma individual, já que a instituição não dá isso para ele", disse Carine.
Pezão concordou com o encontro após uma série de tentativas frustradas, como o G1 mostrou no último dia 25. Uma nova reunião já está marcada para o dia 29 de setembro, com o governador, o comandante da Polícia Militar, Wolney Dias, além de uma junta médica, na sede do governo do Estado.
O Secretário de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos do Estado, Átila Nunes, explicou que, inicialmente, a secretaria vai promover encontros para solucionar problemas de ordem psicológica e jurídica. "Ficaremos em contato direto com a secretaria de saúde e a Rio Previdência, porque diversos problemas surgiram na reunião, como problemas com aposentadoria e pensão", disse ele.
Um aspecto ressaltado por Átila é o registro de paternidade para filhos nascidos após a morte do Policial. Segundo ele, há uma enorme burocracia para resolver essas questões, que levam inclusive à demora no pagamento de pensões.  "O que a gente vai trabalhar é pra estreitar com o Rio Previdência para que a gente consiga uma solução muito mais rápida para esses familiares", explicou.

Cobrança por respostas

No encontro, que começou por volta das 11h30 e que só acabou duas horas depois, o grupo entregou uma carta com uma série de reivindicações. As principais são a melhoria nas condições de trabalho para os policiais militares - uma das principais críticas feitas pelos PMs é quanto ao armamento utilizado, que em muitos casos, segundo eles, está sucateado.
As mulheres também cobram do governo do RJ uma resposta ao alto número de policiais assassinados no estado este ano, com mais empenho nas investigações para encontrar os assassinos dos agentes - desde o início de janeiro, o número de mortos já chegou a 100.
As mulheres querem pedir ainda ao governador tratamento médico e psicológico adequado aos PMs que foram baleados e sobreviveram.
"A gente quer qualquer tipo de solidariedade partindo do nosso governador. Os policiais que estão vivos e trabalhando se sentem sozinhos, desamparados. Ele vão para a guerra e sabem que ninguém os defende. Nós, familiares, tentamos dar apoio a esses policiais de alguma forma. Nossas vidas também estão em risco", afirmou Rogéria Quaresma, de 38 anos, mulher de um PM e integrante do Movimento Esposas e Familiares: Somos Todos Sangue Azul, antes da reunião.

Nenhum comentário:

Postar um comentário