Nomes de cinco políticos do Espírito Santo estão nas planilhas da Odebrecht Infraestrutura, apreendidas na 23ª fase da Operação Lava Jato pela Polícia Federal. Estão na lista os atuais prefeitos de Vitória e Vila Velha, respectivamente, Luciano Rezende (PPS) e Rodney Miranda (DEM); o ex-governador Renato Casagrande (PSB); a ex-deputada federal Rita Camata (PSB); e o ex-prefeito Luiz Paulo Veloso Lucas (PSDB).
De acordo com as tabelas, divulgadas nesta quarta-feira (23), os repasses foram feitos pela empreiteira para as campanhas municipais de 2012 e para as eleições de 2010 e de 2014.
Não é possível, porém, afirmar que se tratam de doações legais de campanha ou feitas por meio de caixa 2, já que os documentos não detalham se os valores, de fato, foram repassados e se foram pagos em forma de doação oficial.
Na lista da empresa, constam os nomes dos candidatos, os cargos que concorriam, a filiação partidária e valores repassados. Além dos seis nomes de políticos capixabas que disputaram as últimas eleições, também são listados repasses feitos para os partidos políticos de cada um deles.
Em uma planilha também aparecem valores destinados a projetos nomeados como 'Projeto ES Sul' e Projeto ES Norte', listando municípios e partidos políticos ao lado: Alegre (PSB), Guaçuí (PDT), Iconha (PP), Marataízes (PMDB), Itapemirim (PDT), Alfredo Chaves (PSD), Aracruz (PDT), Colatina (PT), São Mateus (PSB) e Linhares (PMDB).
Codinome
Ainda nesta tabela, ao lado dos municípios, são colocados 'apelidos' e valores. O codinome ao lado de Itapemirim, por exemplo, é 'ônibus'. Já o de Colatina é 'coelho' e o de São Mateus, 'barata'. No entanto, não é possível saber a que esses apelidos se referem.
Ainda nesta tabela, ao lado dos municípios, são colocados 'apelidos' e valores. O codinome ao lado de Itapemirim, por exemplo, é 'ônibus'. Já o de Colatina é 'coelho' e o de São Mateus, 'barata'. No entanto, não é possível saber a que esses apelidos se referem.
O outro lado
Procurado por A Gazeta, o ex-governador Renato Casagrande ressaltou que a lista já foi colocada em sigilo novamente pelo juiz Sérgio Moro. "É uma lista confusa, com duplicidade de dados. Uma publicação irresponsável, tanto que Justiça voltou atrás e aplicou o sigilo. Minhas doações foram todas de campanhas. Só ir no TSE e ver quanto recebi da empresa. Todas as doações que recebi foram registradas. Não separaram o joio do trigo quando publicaram a lista. Esse vazamento é uma irresponsabilidade e essa empresa não teve nenhum contrato no meu governo", explicou.
Em um evento da Prefeitura de Vila Velha, na tarde desta quarta-feira (23), Rodney Miranda afirmou que não tinha conhecimento da lista. "Ainda não vi", limitou-se a dizer.
No Facebook, Luciano Rezende disse que as doações foram feitas de forma legal. "A doação mencionada foi feita de forma legal e registrada no TRE por meio do Diretório Nacional do PPS à minha campanha para prefeito no ano de 2012, conforme a legislação vigente, como pode ser comprovado na prestação de contas pública que recebeu aprovação sem ressalvas", postou.
Procurado por A Gazeta, o ex-governador Renato Casagrande ressaltou que a lista já foi colocada em sigilo novamente pelo juiz Sérgio Moro. "É uma lista confusa, com duplicidade de dados. Uma publicação irresponsável, tanto que Justiça voltou atrás e aplicou o sigilo. Minhas doações foram todas de campanhas. Só ir no TSE e ver quanto recebi da empresa. Todas as doações que recebi foram registradas. Não separaram o joio do trigo quando publicaram a lista. Esse vazamento é uma irresponsabilidade e essa empresa não teve nenhum contrato no meu governo", explicou.
Em um evento da Prefeitura de Vila Velha, na tarde desta quarta-feira (23), Rodney Miranda afirmou que não tinha conhecimento da lista. "Ainda não vi", limitou-se a dizer.
No Facebook, Luciano Rezende disse que as doações foram feitas de forma legal. "A doação mencionada foi feita de forma legal e registrada no TRE por meio do Diretório Nacional do PPS à minha campanha para prefeito no ano de 2012, conforme a legislação vigente, como pode ser comprovado na prestação de contas pública que recebeu aprovação sem ressalvas", postou.
Já o Diretório Municipal do PPS esclarece que não houve doação da empresa investigada para a campanha à Prefeitura de Vitória em 2012, cujas contas foram aprovadas sem ressalvas pelo TRE-ES.
Já Rita Camata não soube afirmar se houve algum recurso da empresa em sua campanha. "Sei que na época da eleição nos reunimos no comitê e fizemos relação de pessoas que pediriam ajuda na campanha. A lista dos doadores estão no TSE. A Odebrecht não doou. Pode ser ter sido feito o contato, mas não recebi", contou.
Luiz Paulo não foi localizado pela reportagem para se posicionar.
Já Rita Camata não soube afirmar se houve algum recurso da empresa em sua campanha. "Sei que na época da eleição nos reunimos no comitê e fizemos relação de pessoas que pediriam ajuda na campanha. A lista dos doadores estão no TSE. A Odebrecht não doou. Pode ser ter sido feito o contato, mas não recebi", contou.
Luiz Paulo não foi localizado pela reportagem para se posicionar.
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