Ururau / Alerj - Rafael Wallace
Governador destacou crise econômica e o drama da estiagem no Estado
Com a presença do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), do vice, Francisco Dornelles (PP) e do procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira, foram abertos os trabalhos do ano legislativo na manhã desta terça-feira (03/02), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A importância da interdependência dos Poderes e os principais avanços de ações, projetos e obras do estado permearam o discurso do governador Luiz Fernando Pezão, que mencionou a difícil conjuntura econômica do país, as medidas de austeridade recém-adotadas pelos estados e a grave estiagem na Região Sudeste.
Pezão pediu que os parlamentares se abstenham de questões políticas e partidárias para manter o interesse público como fio condutor do permanente diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo.
“Somente assim podemos assegurar a trajetória de crescimento econômico e humano do nosso estado. O mais importante é preservar os interesses da população. Estarei sempre pronto para escutar essa Casa. Vamos continuar a caminhar juntos, respeitando a independência entre os poderes e buscando sempre a harmonia, como preconiza a nossa Constituição”.
O governador que fez longo discurso destacou que somente em 2014, a Alerj debateu e aprovou 70 mensagens encaminhadas pelo Executivo, com destaque para as leis que instituem pisos salariais para as categorias profissionais.
Pezão ainda enfatizou avanços no setor de transporte público, obras, na saúde, educação e na segurança. “Não vamos ceder um centímetro no nosso projeto de pacificação. Não haverá recuo nem negociação”.
SEM GRADES, TAPUMES E COM REDUÇÃO DE CUSTOS
Ainda pela manhã aconteceu a primeira reunião da nova Mesa Diretora, onde foram aprovadas diversas medidas de redução de custos e transparência, que, em um primeiro momento, irão representar uma economia de R$ 18 milhões.
Dentre essas medidas, estão a substituição do Auxílio-Educação pela Bolsa Reforço Escolar e a redução da cota de selos para os gabinetes de 3 mil para 1mil por mês, ambas Atos da Mesa (sem necessidade de aprovação pelo plenário), além da mudança do horário de funcionamento da Alerj e da redução de títulos honoríficos, iniciativas que, por se tratarem de mudanças regimentais, ainda serão apreciadas pelas comissões permanentes e pelo plenário. “Eu disse aos diretores da Casa que eles têm autonomia para reduzir as despesas”, comentou Picciani.
Além disso, os componentes da Mesa Diretora aprovaram a criação de comissões internas. Uma delas irá propor, após consulta ao Iphan, o processo de discussão para restauração do Palácio Tiradentes, cujo prédio foi muito castigado durante as manifestações.
Outra comissão aprovada fará a avaliação dos contratos de serviço da Assembleia, visando à redução de pelo menos 10% dos valores desses serviços.
Os demais grupos foram compostos para acompanhar uma auditagem que será feita na folha de pagamento dos servidores ativos e inativos e para avaliar cargos e vagas necessários para a realização de um concurso público na Casa.
Os deputados também aprovaram a transformação dos quatro suplentes da Mesa em titulares, o que os fará com que todos os 13 membros da Mesa tenham direito a voto.
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