quinta-feira, 14 de novembro de 2013

TRÊS VENDAS INEA E DNIT SE PRONUNCIAM SOBRE BR- 356

Três Vendas: Inea e Dnit se pronunciam sobre formigueiros e comporta

Defesa Civil pede através de ofício reparo na comporta de Boianga
 Divulgação/Carlos Grevi

Defesa Civil pede através de ofício reparo na comporta de Boianga

Nesta segunda-feira (11/11) o Site Ururau divulgou uma matéria sobre dois problemas apontados pela Defesa Civil como fatores de risco durante o período de cheias: os formigueiros sob a BR-356 e a comporta do Rio Muriaé feita pelo Inea.
O superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), René Justen, contestou o questionamento da Defesa Civil de Campos sobre uma comporta construída pelo órgão estadual em Três Vendas. Segundo a pasta municipal a comporta teria ficado “mal feita” e, para o período de chuvas, pode representar perigo de cheia na localidade.“A prefeitura está com uma comunidade em situação de risco e quer que todo mundo se envolva com o problema deles, mas o problema é deles”, disse Justem.
De acordo com o superintendente do Inea, obras de prevenção próximo a Três Vendas começaram a ser feitas quando a localidade ainda nem existia, entre as décadas de 1970 e 1980.
“Quando ocorreu a enchente de 2012 houve seis rompimentos por causa do dique, dois pontos em Boianga, um no Canal da Onça, outros dois na Lagoa da Onça e apenas uma fragilização no Santa Bárbara. Na época o ministro da integração esteve aqui e se reuniu com representantes do Inea, da Prefeitura de Campos e Seia e ficou decido que as obras ficariam a cargo do instituto. O Inea fez o projeto e encaminhou aos órgãos competentes, mas o Ministério autorizará apenas as obras emergenciais. As obras foram feitas dentro do padrão técnico, compactas e com pedras, feita com todos os procedimentos técnicos existentes. O trabalho aconteceu de março a outubro do ano passado, no valor total de 20 milhões de reais”, disse.
Justen alega que a Prefeitura de Campos questiona que a BR-356 não vai suportar se o dique se romper. “A estrada não é um dique é uma rodovia, o dique protege a estrada e o Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] reformou a parte que se rompeu. A prefeitura entende que é um dique-estrada e não é", explica o superintendente que, inclusive, envio a foto (abaixo) de quando o disque foi construído. 
Reneé admite que o dique que existe na região é antigo. “Ele não está todo perfeito porque é antigo, mas não tem pontos de fratura. Aquelas obras foram feitas pelo Governo Federal, pelo extinto DNOS [Departamento Nacional de Obras de Saneamento], depois que o órgão foi extinto em 1989 nunca mais foi realizada uma manutenção, assim como a de todos os canais. As obras feitas pelo Inea nos canais da Baixada recebeu recursos do Ministério da Integração”, falou.
Sobre a comporta do Rio Muriaé feita pelo Inea a Defesa Civil informou que: “A comporta flap foi construída no início deste ano e ficou mal feita, não faz serviço de vedação e tem risco de passar água, como aconteceu em abril com as chuvas fortes, passou água e não deveria. A comporta foi construída na mesma direção da galeria que foi feita na BR-356, pelo Dnit. Já fizemos fotos no local e encaminhamos para o René. Se o rio encher demais, como acontece no período de enchente, pode romper a comporta e inundar Três Vendas”, disse major Edison Pessanha, subsecretário de Defesa Civil.
O superintende do Inea respondeu: “A comporta foi feita e projeta para suportar enchente, será necessário alegar tecnicamente o porquê que a obra está mal feita. O projeto foi projetado e cumprido. Falar que está mal feita é muito fácil”, finalizou René.
FORMIGUEIROS
Sobre os formigueiros, a Defesa Civil alertou que o problema acarretou uma infiltração na BR-356. “Não podemos esperar que uma tragédia aconteça para corrigir os problemas”, comentou o subsecretário de Defesa Civil, Edison Pessanha.
O engenheiro do Dnit, Ronaldo Uébe Mansur, encaminhou um e-mail à redação do Ururau. Nele o órgão afirma estar tomando providências para combatê-lo. "Não vemos motivos para novo rompimento da rodovia”, diz ainda o texto.
Mansur também ressalta que a rodovia federal “não é e nunca teve a finalidade de exercer as funções de dique de proteção e, sim, garantir o trânsito sobre seu leito” e acrescentou:
“Sob esse leito existem, desde sua implantação, vários bueiros destinados a permitir a ligação hídrica entre as áreas a ala adjacentes, permitindo o equilíbrio na movimentação das águas nos períodos de cheias e de estiagens, evitando-se que o corpo estradal sofra solicitações para as quais não foi projetado. As áreas lindeiras à rodovia mantiveram-se drenadas, enquanto era eficaz o dique do Boianga, às margens do Rio Muriaé, que continha às águas das enchentes desse rio, que poderiam atingir níveis mais elevados que os da comunidade de Três Vendas”, respondeu Mansur.
O engenheiro explica ainda que não existe muro de proteção entre a BR e o Rio Muriaé e a construção de uma comporta, poderia ocasionar, em caso de outra enchente, novo colapso do corpo do aterro da rodovia, que se manteve íntegro enquanto havia livre passagem das águas.
“Em relação à elevação do ‘greide’ da rodovia, já estão em andamento, providências para essa elevação, nos locais onde fique submersa, para que não ocorram interrupções, no caso de novas enchentes”, concluiu.
DEFESA CIVIL PEDE REPARO NA COMPORTA
O subsecretário de Defesa Civil, Edison Pessanha, contesta a informação que a obra da comporta foi satisfatória, e informou que nesta quarta-feira estará oficiando o Inea, com o pedido de reparo no Dique de Boianga, onde segundo ele, a água escorre pelos lados.
 



Fonte: URURAU

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