sexta-feira, 15 de novembro de 2013

SAÚDE INVESTIGA CAUSA DAS MORTES DE AGRICULTORES EM CAMPOS

Saúde investiga causa das mortes de agricultores em Rio Preto

Segundo a pasta não houve contaminação da água e esta própria para consumo
 Mauro de Souza / Arquivo

Segundo a pasta não houve contaminação da água e esta própria para consumo

Representantes do Centro de Referência Estadual em Saúde dos Trabalhadores (Cerest), Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Secretaria Municipal de Saúde realizaram uma inspeção na localidade de Rio Preto nesta quinta-feira (14/11). O motivo foi asmortes suspeitas por intoxicação de agrotóxicos na zona rural de Campos.
Segundo com o secretário de Saúde e vice-prefeito, Doutor Chicão, a pasta esta investigando os casos. “As equipes foram até a localidade para apurar o que realmente aconteceu e chegar a um diagnóstico”, disse.
Já o diretor em Vigilância em Saúde, Charbell Kury, informou que a probabilidade de contaminação pela água é quase nula. “Pelo que nós avaliamos, não houve contaminação da água, visto que a Concessionária Águas do Paraíba informou que a água está própria para consumo e não há aumento de casos de pessoas contaminadas em Rio Preto”, comentou.
Charbell disse ainda que uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) coletou amostras na área das vítimas para uma análise toxicológica, a ser realizada na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e outra biológica, no CCZ, cujos resultados estão previstos para serem divulgados dentro de 15 dias.
“Recolhemos as roupas do agricultor Josete da Silva dos Santos, de 51 anos, na fazenda onde ele trabalhava e que foi usada pelo mesmo antes dele falecer. O material será encaminhado para exame no Laboratório Central do Estado [Lacen] para saber se nela consta algum produto químico, o que teria ocasionado a morte dele, e o resultado desta análise pode sair dentro de 30 dias ou mais”, explicou.
O superintendente regional do Inea, René Justen, esclareceu que os técnicos do órgão também colheram amostra do corpo hídrico da localidade e o material será encaminhado para exame no laboratório do Inea no Rio de Janeiro, mas, segundo ele, não há dados que apontam a contaminação do lençol freático.
De acordo com a assessoria de imprensa do HFM, os agricultores Jorge Gama Laje, de 53 anos, e Randal Pessanha, de 26, permanecem internados no isolamento do setor de Doenças Infecto Parasitárias (DIP) da unidade. O estado deles é estável.
Um bebê de 11 meses, também de Rio Preto, deu entrada no hospital na última terça-feira (12/11) com febre, vômito e diarreia. O bebê ficou em observação e teve alta na manhã dessa quarta-feira (13/11). A Secretaria de Saúde do município está acompanhando o caso.
USO CORRETO
A equipe do Site Ururau conversou com o engenheiro agrônomo, Jair Ramalho, ele atua na área há mais de 35 anos, e explica que para comprar agrotóxico o produtor rural precisa apresentar receita prescrita por um profissional.
“Todo agrotóxico é um veneno e têm que ter registro no Ministério da Agricultura, alguns são mais fortes e outros mais fracos. De acordo com uma lei federal o produtor precisa apresentar na loja agropecuária a receita passada por um engenheiro agrônomo. Se a loja vender sem o documento esta cometendo uma irregularidade, cabe ao Crea [Conselho Regional de Engenharia e Agronomia] e do Inea [Instituto Estadual do Ambiente] fiscalizarem”, explicou.
De acordo com o especialista, quanto à segurança, o produtor rural é obrigado a fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os trabalhadores.
“Desde a preparação até a aplicação é necessário usar a vestimenta apropriada, que é uma roupa hidrorrepelente, botas de borracha, luvas, óculos e toca árabe. Esse equipamento também é vendido em lojas agropecuárias e custa em média R$120, fora a bota de borracha. Ela dura até 30 lavagens, depois deve ser descartada”, disse.
O equipamento serve para que o corpo do trabalhador rural não fique exposto ou entre em contato com o veneno. “Muitos produtores não fornecem o EPI, e alguns trabalhadores apresentam resistem para usar pelo desconforto causado pelas roupas em dias de muito calor. Mas é preciso fazer uma conscientização com os agricultores e orientar que o uso do EPI é fundamental para a vida e saúde desse trabalhador”, finalizou.
 



Fonte: REDAÇÃO / ASCOM

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