Saúde investiga causa das mortes de agricultores em Rio Preto
Mauro de Souza / Arquivo
Segundo a pasta não houve contaminação da água e esta própria para consumo
Representantes do Centro de Referência Estadual em Saúde dos Trabalhadores (Cerest), Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Secretaria Municipal de Saúde realizaram uma inspeção na localidade de Rio Preto nesta quinta-feira (14/11). O motivo foi asmortes suspeitas por intoxicação de agrotóxicos na zona rural de Campos.
Segundo com o secretário de Saúde e vice-prefeito, Doutor Chicão, a pasta esta investigando os casos. “As equipes foram até a localidade para apurar o que realmente aconteceu e chegar a um diagnóstico”, disse.
Já o diretor em Vigilância em Saúde, Charbell Kury, informou que a probabilidade de contaminação pela água é quase nula. “Pelo que nós avaliamos, não houve contaminação da água, visto que a Concessionária Águas do Paraíba informou que a água está própria para consumo e não há aumento de casos de pessoas contaminadas em Rio Preto”, comentou.
“Recolhemos as roupas do agricultor Josete da Silva dos Santos, de 51 anos, na fazenda onde ele trabalhava e que foi usada pelo mesmo antes dele falecer. O material será encaminhado para exame no Laboratório Central do Estado [Lacen] para saber se nela consta algum produto químico, o que teria ocasionado a morte dele, e o resultado desta análise pode sair dentro de 30 dias ou mais”, explicou.
O superintendente regional do Inea, René Justen, esclareceu que os técnicos do órgão também colheram amostra do corpo hídrico da localidade e o material será encaminhado para exame no laboratório do Inea no Rio de Janeiro, mas, segundo ele, não há dados que apontam a contaminação do lençol freático.
De acordo com a assessoria de imprensa do HFM, os agricultores Jorge Gama Laje, de 53 anos, e Randal Pessanha, de 26, permanecem internados no isolamento do setor de Doenças Infecto Parasitárias (DIP) da unidade. O estado deles é estável.
Um bebê de 11 meses, também de Rio Preto, deu entrada no hospital na última terça-feira (12/11) com febre, vômito e diarreia. O bebê ficou em observação e teve alta na manhã dessa quarta-feira (13/11). A Secretaria de Saúde do município está acompanhando o caso.
USO CORRETO
A equipe do Site Ururau conversou com o engenheiro agrônomo, Jair Ramalho, ele atua na área há mais de 35 anos, e explica que para comprar agrotóxico o produtor rural precisa apresentar receita prescrita por um profissional.
A equipe do Site Ururau conversou com o engenheiro agrônomo, Jair Ramalho, ele atua na área há mais de 35 anos, e explica que para comprar agrotóxico o produtor rural precisa apresentar receita prescrita por um profissional.
De acordo com o especialista, quanto à segurança, o produtor rural é obrigado a fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os trabalhadores.
“Desde a preparação até a aplicação é necessário usar a vestimenta apropriada, que é uma roupa hidrorrepelente, botas de borracha, luvas, óculos e toca árabe. Esse equipamento também é vendido em lojas agropecuárias e custa em média R$120, fora a bota de borracha. Ela dura até 30 lavagens, depois deve ser descartada”, disse.
O equipamento serve para que o corpo do trabalhador rural não fique exposto ou entre em contato com o veneno. “Muitos produtores não fornecem o EPI, e alguns trabalhadores apresentam resistem para usar pelo desconforto causado pelas roupas em dias de muito calor. Mas é preciso fazer uma conscientização com os agricultores e orientar que o uso do EPI é fundamental para a vida e saúde desse trabalhador”, finalizou.
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