quinta-feira, 14 de novembro de 2013

JUSTIÇA SUSPENDE JULGAMENTO DE POLICIAL EM CAMPOS

Justiça suspende julgamento de policial e famílias fazem manifestação

Decisão de juíza aponta falta de imparcialidade para julgamento do crime
 Daniela Abreu

Decisão de juíza aponta falta de imparcialidade para julgamento do crime

O julgamento do policial militar Leonardo D'Oliveira Mayerhoffer e de Ivaldo Ferreira dos Santos Júnior que aconteceria na manhã desta quarta-feira (13/11) no Fórum Maria Teresa Gusmão, em Campos, foi suspenso por ordem do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão foi proferida pelo desembargador Gilberto Campista Guarino e assinada pela juíza Bárbara Alves Xavier, às 22h10 desta terça-feira (12/11).
Os réus são acusados de assassinar Michael Barcelos Pereira Cabral, de 26 anos; Sandro Rogério Gomes, de 28 anos, e Carlos Augusto Ribeiro Rocha, de 27 anos na manhã do dia 19 de setembro de 2010, no Parque Leopoldina, em Campos.
O Ministério Público Estadual (MPE), através da promotora Luciana de Jorde Gouvêa, recorreu à justiça para que o crime fosse julgado em outra Comarca, mas a juíza da 1ª Vara Criminal de Campos Elizabeth Franco Longobardi negou o pedido e o MP recorreu ao plantão judiciário noturno do TJ.
Para justificar o pedido de que o julgamento ocorra em outra Comarca, a promotora cita que: “A decisão combatida agendou para 13 de novembro de 2013, sendo certo que os jurados da Comarca de Campos dos Goytacazes não possuem a necessária imparcialidade para julgamento de tão grave crime. Tendo em vista que o réu - Leonardo D'Oliveira Mayerhoffer - é policial militar e possui envolvimento em grupos de extermínio no município”.
Em outro texto, a promotora diz que: “Não bastasse o temor que os fatos supramencionados podem causar no ânimo dos jurados, e testemunhas, o corréu Omar Bacellar é sobrinho de um influente político local, que foi presidente da Câmara de Vereadores de Campos.”
Em sua decisão, o desembargador, Gilberto Guarino deferiu “parcialmente o pedido no sentido de suspender o Plenário do Júri Popular que seria realizado em 13/11/2013, até que se mantivesse o Órgão Criminal de 2ª Instância.”
Ao tomarem conhecimento da decisão familiares das vítimas do triplo homicídio saíram em passeata pela Avenida XV de Novembro com sentido ao Centro da cidade. Na Praça do Santíssimo Salvador, eles fizeram uma oração pedindo por justiça. Após o ato, retornaram pela avenida, até o outdoor que foi colocado na subida da ponte General Dutra. Lá deram um grito de pedido de justiça.
A segurança no Fórum Maria Teresa Gusmão foi reforçada tendo 38 policiais militares e duas viaturas de plantão. A irmã de Carlos Augusto, Tânia Ribeiro Rocha, que é advogada, acredita que o julgamento deverá acontecer na Comarca de Niterói, mas ainda não tem data definida.  

 



Fonte: DANIELA ABREU

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