Moagem da cana de açúcar é adiada para junho devido a longa estiagem
Mauro de Souza/Carlos Grevi
Matéria prima ficou prejudicada e não amadureceu a tempo para produção
A moagem da safra da cana de açúcar, que estava previsto para ter início neste mês de maio, foi adiada para junho, segundo informou o presidente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), Frederico Paes. De acordo com ele, essa medida foi necessária por conta de um longo processo de estiagem (seca) que a região viveu nos últimos três anos, e que, prejudicou toda matéria prima (cana) local.
Frederico contou que mesmo apesar das fortes chuvas que caíram nos últimos meses, não foram suficientes para amenizar os prejuízos da seca. “A gente já estava prevendo uma queda da safra por conta dessa estiagem. Por isso resolvemos adiar, pois faltou matéria prima para moer”, reforçou o presidente acrescentando:
De acordo com Frederico, a cooperativa vem buscando recursos fora para tentar gerar matéria prima para a região. A falta de chuva também fez com que os preços da cana diminuíssem, e isso acabou desestimulando os produtores, que necessitam de um financiamento para poder plantar, e com isso, gerar emprego. “A gente precisa de recursos. Sem isso não tem cana, não tem açúcar e não tem serviço para os trabalhadores”, frisou o presidente adiantando que a princípio, está previsto as moagens nas Usinas Canabrava, Coagro e Paraíso para 20 de maio, 1º de junho e 10 de junho, respectivamente.
COLHEITA MECANIZADA AINDA É DESAFIO NA REGIÃOTrabalhando com 11 máquinas colhendo cana, sendo quatro pequenas e sete de grande porte, o presidente da Coagro disse que apesar da aquisição desses equipamentos terem sido muito válido, principalmente por ter aumentado a produção da cana sem haver a necessidade da queima da mesma, é necessário uma série de questões para que as áreas da região se adaptem a esses veículos.
ESTIAGEM TROUXE PREJUÍZOS PARA A REGIÃOPara o presidente da Asflucan (Associação Fluminense dos Plantadores de Cana), Eduardo Crespo, a estiagem trouxe inúmeros prejuízos para a região, e com isso, as canas não amadureceram suficientemente a tempo da moagem. Por conta dessa situação, os usineiros não tiveram outra solução a não ser adiar o processo de produção.
Por meio de emenda, a atual subvenção é de R$ 10 por tonelada e limitada a até 10 mil toneladas por produtor independente. Nos últimos três anos, foram concedidos R$ 5 por tonelada de cana. De acordo com o ministério, a renovação da subvenção com os novos níveis beneficiará 92% da produção nordestina, composta por pequenos e médios produtores e que representa 90 mil postos de trabalho.
“Estamos reivindicando junto ao deputado federal Anthony Garotinho, solicitando a subvenção da cana no valor de R$ 10,00 para o Estado do Rio também, e não só para o Nordeste”, disse o presidente da Asflucan.
O estado do Rio é o terceiro maior em número de produtores de cana e o maior em concentração de pequenos produtores.
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