sábado, 4 de janeiro de 2014

' MENINAS DE GUARUS': PARLAMENTAR PEDE MAIS RIGOR A COMISSÃO DA ALERJ



Roberto Henriques cobra mais interesse da Comissão de Direitos Humanos
 Ururau / Carlos Grevi

Roberto Henriques cobra mais interesse da Comissão de Direitos Humanos

Sete meses já se passaram depois que foi discutido em audiência pública o caso “Meninas de Guarus” na Câmara de Vereadores de Campos. Para não deixar esquecer essa história o deputado estadual Roberto Henriques encaminhou um ofício ao presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Marcelo Freixo. No documento o parlamentar pediu para que o chefe da Casa interceda junto ao Poder Judiciário, solicitando assim informações relativas às investigações e o andamento delas no caso.
Cerca de um mês antes, em novembro, Henriques já havia formalizado o pedido por informações sobre a tramitação das investigações por parte do presidente da comissão Marcelo Freixo, e não obteve resposta.
“Temos que cobrar com o mesmo rigor do presidente da Comissão de Direitos Humanos, pois não tenho percebido interesse do mesmo na mesma intensidade de outros casos que correm na serventia da comissão que preside. Espero que a comissão não mergulhe no sepulcral silêncio que mergulharam órgãos da Justiça desde 2009. Não podemos aceitar que notícias como essas venham a público e seus agentes fiquem impunes. O caso chocou a sociedade campista. Precisamos dar informações sobre o andamento das investigações. São muitas famílias que tiveram suas filhas desaparecidas e mortas. Entendo que o caso é sigiloso, mas precisamos assegurar que não foi arquivado”, disse Henriques.
O caso recebeu o nome de “Meninas de Guarus” por se tratar de uma série de assassinatos e estupros de meninas no bairro de mesmo nome, que tomaram visibilidade com as publicações de revistas e jornais. E esta na 3ª Vara Criminal da Comarca de Campos.
INVESTIGAÇÃO
Em 2009 a Polícia Civil descobriu um ponto de exploração sexual e prendeu, em flagrante, o proprietário do imóvel e encontrou cinco mulheres, sendo três maiores e duas adolescentes de 16 e 17 anos.
O caso ganhou destaque no Congresso Nacional em dezembro de 2009, quando o então deputado federal Arnaldo Vianna (PDT) requereu a presença da CPI da Pedofilia do Senado em Campos, e obteve uma resposta positiva do presidente da CPI, o senador Magno Malta (PR/ES), que no mesmo mês mostrou-se indignado com o caso, mas este acabou não sendo tratado em Brasília.
Em setembro deste ano a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes tomou o caso como prioritário.
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Fonte: REDAÇÃO / ASCOM

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