segunda-feira, 3 de junho de 2013

CAPACETE PODE SALVAR VIDAS USADO CORRETAMENTE

Capacete: equipamento que quando usado corretamente, pode salvar vidas

Somente em 2012, aproximadamente 1.232 motos foram apreendidas,em Campos
 Vagner Basilio / Mauro de Souza / Carlos Grevi

Somente em 2012, aproximadamente 1.232 motos foram apreendidas,em Campos

Pedestres, carros, motos, bicicletas e ônibus. Assim é o trânsito das áreas urbanas do país e em Campos a situação não é diferente. Buzinas, stress, desrespeito às leis de trânsito e a cada dia que passa, o tráfego da região fica mais movimentado, o que para alguns motoristas chegar a ser insustentável.
Para alguns, o automóvel é mais seguro, mas para outros a moto é mais prática. No veículo de passeio o acessório indispensável é o cinto de segurança, já os motociclistas usam o capacete como meio de prevenir acidentes.  Porém, mesmo sabendo de todos esses conceitos relacionados à segurança, muitas vezes vimos motoristas sem cinto de segurança e motociclistas sem capacetes. 
Segundo informações da Polícia Militar de Campos, somente em 2012, aproximadamente 1.232 motos foram apreendidas por falta de habilitação, documentação atrasada ou até mesmo pelo não uso do capacete de segurança.
O uso correto do capacete pode evitar transtornos numa blitz policial e, principalmente a morte, que tem número crescente como aponta dados do Ministério da Sáude. O número de mortes em acidentes de trânsito com motos no Brasil aumentou 263,5% em 10 anos, segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM). Em 2011, foram 11.268 mortes no país, contra 3.100 usuários de motos mortos em 2001. 
O Ministério da Saúde informa que os dados de 2011 são os mais recentes disponíveis, visto que o processo de registro de óbito é demorado, levando até dois anos para contabilizar todos os casos. 
Para o motociclista Maicon de Jesus Araújo, o uso do capacete foi essencial para salvar sua vida, após um acidente de trânsito em 2006. "Eu estava na Avenida Arthur Bernardes, quando um carro fez uma ultrapassagem e parou na minha frente. Com a queda minha mão foi parar na coroa da moto. Fiquei dois meses internado e perdi o movimentod da minha mão, pois meus dois tendões se romperam", disse o motociclista.
A equipe do Site Ururau visitou uma loja de venda de motos e capacetes no Centro de Campos e a vendedora Cíntia Carvalho, explicou alguns fatores essenciais na hora da escolha de um capacete.
“O capacete tem uma validade de três anos a partir da data da compra, além do selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). A pessoa deve ter bastante atenção e sempre pedir a nota fiscal, pois será a nota que te dará uma garantia de troca do capacete, caso a pessoa sofra algum tipo de acidente”, explicou a vendedora.
Cíntia também explicou os detalhes mais importantes a serem observados na compra de um capacete. “Devemos sempre escolher um capacete que tenha uma viseira e um óculos de proteção, pois assim, todo o rosto estará protegido. A alça do capacete também deve ser bem colocada, porque em um momento de acidente, se ela não estiver devidamente encaixada o capacete pode sair, e os ferimentos serão mais graves”, disse.
Os preços dos capacetes variam bastante. Os mais baratos custam aproximadamente R$ 50 e os mais caros chegam a custar R$ 1.000. Os mais baratos também possuem o selo do Inmetro, porém alguns mais caros possuem em sua viseira uma fibra de carbono e air bag, proporcionando mais segurança com a diminuição do impacto em caso de acidente.
FATOR HUMANO
De acordo com a Associação Brasileira de Medicina no Trânsito (Abramet), 73% dos atendidos nos hospitais por acidentes de moto, a vítima chega em estado grave, ocupando 40% das vagas das unidades de Terapia Intensiva (UTIs) públicas. A maior parte dos motociclistas (40,6%) sofre lesões graves nas pernas ou sequelas, como amputações e paraplegia. A faixa etária mais afetada é 18 a 34 anos.
Segundo o médico Théssio Vago, especialista em cirurgia Bucomaxilofacial, explicou como é a lesão sofrida pela vítima de um acidente de moto e ressaltou que a falta de uso do capacete, pode trazer sérias lesões.
“Geralmente os motociclistas sem uso do capacete apresentam lesões graves, partindo de uma simples contusão facial, passando por fraturas individuais ou combinadas dos ossos da face. Existe também a possibilidade de perda de substância (perda de uma parte dos tecidos) e perda da visão em casos de trauma do globo ocular ou compressão do nervo aftálmico”, explicou o médico.
O tratamento geralmente irá envolver procedimentos cirúrgicos, muitas vezes múltiplos. E, de acordo com o trauma, a possibilidade de sequelas permanentes pode ocorrer, como a perda da visão, paralisação dos movimentos da face em caso de rompimento de nervos.
Com relação à estrutura facial e cerebral, após o acidente, o médico explicou que em alguns casos o resultado pode ser desastroso.  “O tratamento busca reparar os danos decorrentes do acidente, ou seja, devolver a função anterior ao acidente, mas nem sempre isso é possível, podendo permanecer sequelas funcionais e estéticas como: perda de sensibilidade e mobilidade de algumas partes da face, perda de visão e cicatrizes.
A Abramet, estima que existam 19 milhões de motocicletas no Brasil. As motos representam 27% da frota nacional de veículos, o que fez aumentar e muito, o número de acidentes envolvendo motociclistas.

LAILA NUNES / ESTAGIÁRIA

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