Carlos Grevi/Marcelo Esqueff
Matadouro despeja dejetos do abate de animais no Rio Paraíba do Sul
O Ministério Público Federal (MPF) em Campos denunciou o Frigorífico Guarus LTDA por poluir o Rio Paraíba do Sul. Além do matadouro, os responsáveis pela empresa Marcos Venício Gomes da Silva e Nurys Fernandes Brasil da Silva Gandra também respondem pela prática ambiental criminosa (artigos 54 e 60 da Lei n° 9.605/98).
As investigações inicialmente buscavam saber se o frigorífico tinha licença ambiental. No decorrer das apurações, no entanto, houve indícios de lançamentos indevidos de dejetos do abate de animais no rio. O MPF solicitou, então, que a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) realizasse coletas e emitisse um laudo pericial sobre a situação. Oprocedimento foi realizado no dia 27 de julho.
A equipe do Site Ururau tentou contato por telefone com o frigorífico, mas não obteve êxito até a publicação desta matéria.
OUTRO CASO
A audiência de conciliação aconteceu no Fórum Maria Tereza Gusmão com a presença da Procuradoria do Estado, do Inea e de representantes do frigorífico. De acordo com o Superintendente Regional do órgão estadual em Campos, René Justem, ficou acordado que a empresa deve colocar em funcionamento o sistema de flotação—equipamento que reduz o potencial poluidor.
CRIME AMBIENTAL
O crime ambiental foi descoberto no dia 4 de junho, quando o MPF, com o apoio da Polícia Militar, deflagrou uma operação contra poluição, lançamento de esgoto in natura, dejetos químicos e industriais no Rio Paraíba do Sul. Na ocasião, o superintendente da concessionária Águas do Paraíba e uma síndica de um dos blocos do "Balança mas não Cai", foram detidos e conduzidos à Delegacia da Polícia Federal, no Centro, para auto de prisão em flagrante.
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