Sindipetro-NF participa de investigação do acidente com aeronave em P-35
O acidente ocorrido com a aeronave modelo EC-225 da BHS em P-35 no dia 17 de dezembro, poderia ter repetido a tragédia de P-18 ocorrida em 2008. Segundo relato dos trabalhadores a bordo no momento da queda, a experiência dos dois comandantes impediu que um acidente mais grave ocorresse. Nesta sexta-feira (19), o sindicato foi informado pela Petrobrás que o heliponto foi liberado para pouso e decolagem, após a avaliação de um especialista. O Sindipetro-NF irá solicitar mais informações sobre a competência desse profissional que deve ser um inspetor da Aeronáutica ou da Marinha. Também foi definido que o diretor, Marcelo Nunes participará da Comissão de Investigação do Acidente, cuja primeira reunião está agendada para segunda, 22. O Departamento de Saúde do sindicato orienta que seja emitida CAT para os 17 trabalhadores envolvidos no acidente, que a princípio não causou lesões, mas poderá de alguma forma afetar as pessoas num futuro próximo. A diretoria do Sindipetro-NF também sugere que a Cipa a bordo de P-35 realize uma reunião extraordinária para avaliar a situação. Helicóptero faz “pouso duro” em P-35 Uma aeronave que desembarcaria petroleiros na tarde de hoje da plataforma P-35, na Bacia de Campos, passou por problemas no rotor de cauda e realizou um “pouso duro” no heliponto da unidade. Tripulantes e 17 passageiros terão que pernoitar a bordo. Um mecânico foi enviado para a plataforma. De acordo com informações enviadas ao Sindipetro-NF pelo setor de transporte aéreo da Petrobrás, o helicóptero apresentou problemas logo após a decolagem, quando estava a cerca de quatro metros do heliponto, e teve que retornar à plataforma. A aeronave, prefixo BGR, operada pela empresa BHS, é um modelo EC-225 e havia partido do Heliporto do Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes. Segurança de Voo Em 2013, um levantamento do Sindicato mostrou que, nos últimos cinco anos, foram registrados 61 acidentes envolvendo helicópteros na Bacia de Campos. Nesses anos, o sindicato tem alertado a empresa quanto à necessidade de melhorias urgentes em relação à manutenção das aeronaves. O Sindipetro-NF já denunciou à Petrobrás dois fatos graves que podem precarizar ainda mais a segurança. Um deles foi a mudança recente na função do Técnico de Segurança de Voo que passou a gerenciar contratos. O outro está relacionado aos mecânicos de aeronaves. No passado, um mecânico era responsável pela manutenção de duas aeronaves e, atualmente, dois mecânicos cuidam de sete helicópteros. Causando mais estresse a esses profissionais. A diretoria do sindicato não concorda com tais mudanças e continuará tomando as ações necessárias para que a Petrobrás melhore as condições de segurança de voo na Bacia de Campos.
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