quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

BARREIRA CAI NA BR-262 E DEIXA TRÁFEGO COMPLICADO. EM CONCEIÇÃO DO CASTELO

Barreira cai na BR 262 e deixa tráfego complicado. Em Conceição do Castelo, ruas estão tomadas pela água

Muitos moradores foram pegos de surpresa e não conseguiram tirar seus pertences das casas

A região Serrana e o interior do Estado também não escapou do caos provocado pelas fortes chuvas nesta quarta-feira (18). Em Domingos Martins, no km 80 da BR 262, uma queda de barreira deixou o trânsito completamente complicado, por volta das 17h15. Pouco tempo depois, às 18h, uma árvore também caiu na rodovia, próximo ao km 24. Os veículos estão passando pelo acostamento da pista no sentido Vitória - Belo Horizonte.

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Outra barreira caiu na BR 259, que liga João Neiva a Colatina, por volta das 19 horas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a queda da barreira foi próxima à entrada de São Floriano. Uma das faixas da rodovia está interditada e ainda não há previsão para limpar a pista.

 Região Serrana

A Defesa Civil de Conceição do Castelo, na Região Serrana do Estado, está em alerta devido ao aumento do volume de água no Rio Castelo, no final da tarde desta quarta-feira (18). Várias ruas do centro da cidade ficaram cobertas pela água do rio. Muitos moradores foram pegos de surpresa e não conseguiram tirar seus pertences das casas.

Segundo o coordenador do órgão, José Damião dos Santos, foi tudo muito rápido. “A água subiu muito em poucos minutos. Estamos recebendo várias ligações e ainda não temos nada contabilizado”, disse. Ele explicou ainda que está chovendo muito na região de Mata Fria, onde é localizada a cabeceira do rio.

A Defesa Civil ainda não conseguiu medir em quantos metros o rio subiu. Eles solicitaram apoio do Corpo de Bombeiros, devido aos deslizamentos de terra que também estão acontecendo na cidade.
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Leitor | Francielle Wolff Gueler
Rio Castelo transbordou e águas invadiram casas e lojas no centro de Conceição do Castelo

Em Santa Maria de Jetibá, chove muito na cabeceira do Rio Santa Maria da Vitória. As áreas rurais de Garrafão estão alagadas e há possibilidade de enchente nas localidades de Alto Rio Posmosser, Barra de Rio Posmoser, Alto Santa Maria, Ilha Berger, Córrego do Ouro e Beira Rio. No último boletim emitido pela Defesa Civil, não havia registro de desalojados e desabrigados. Foram registrados prejuízos na agricultura.

Região Norte e Noroeste

Diversos municípios das regiões Norte e Sul do Estado estão em alerta com as chuvas que não param desde segunda-feira (16). Linhares e Colatina são os que mais sofrem no momento. Em Rio Bananal, a comunidade tenta voltar à rotina, e em todo o Espírito Santo a população se mobiliza recolhendo doações para as vítimas.

Em Colatina, falta apenas um metro para o Rio Doce transbordar. No bairro Colatina Velha, cinco famílias foram notificadas para deixar suas casas por causa do risco de deslizamento.

Com a cheia do Rio Doce, casas e quintais estão alagados em muitos bairros de Linhares. Cerca de 50 pessoas, inclusive crianças, foram retiradas de suas residências, pela Defesa Civil, e levadas para o Ginásio Poliesportivo do bairro Conceição.

Em São Mateus, Aracruz e Barra de São Francisco  há registro de desabrigados e desalojados. 

Em Itaguaçu, três muros desabaram no Centro da cidade, mas não há registros de desalojados ou desabrigados, segundo a Defesa Civil. Na cidade vizinha, Itarana, seis pessoas estão desabrigadas e três desalojadas. Houve duas ocorrências de deslizamento, mas o rio que corta a cidade está estável.

Em Laranja da Terra, os registrões da Defesa Civil apotam 40 pessoas desalojados e oito imóveis atingidos. O Rio Guandu subiu aproximadamente 5 metros. Uma família ficou desabrigada e o acesso aos distritos está complicado, devido às más condições das estradas. 

Em Nova Venécia, as localidades de Guararema e Cedrolândia estão alagadas. Há 38 desalojados e 47 imóveis atingidos.

No município de Águia Branca, 10 pessoas estão desabrigadas. O Rio São José subiu e a água atingiu ruas no entorno. Os desabrigados estão em um ginásio de esportes, no bairro Nossa Senhora Aparecida.

Já em São Domingos do Norte, há 272 moradores desabrigados. Na região, 56 edificações foram atingidas. A comunidade de São José do Honorato tem 50 famílias abrigadas em escola e quadra. No Centro, foram interditadas seis edificações.

Em Rio Bananal, a manhã desta quarta-feira (18) foi de limpeza e momento de contabilizar os prejuízos. Após a enchente de terça-feira, a maior da história do município, segundo a administração municipal, moradores e lojistas tiveram que usar mangueiras e até enxadas para retirar a lama de dentro dos imóveis. Máquinas também ajudaram a tirar o barro das ruas.

Para ajudar quem foi prejudicado pelas enchentes, foram criados vários pontos de recolhimento de donativos . É possível doar alimento não perecíveis e roupas para às vítimas das chuvas.

Já o o governador Renato Casagrande (PSB) não anunciou recursos emergenciais às cidades afetadas pelas chuvas durante almoço oferecido aos prefeitos ontem no Palácio Anchieta, em Vitória. “O momento é de acolher as famílias e providenciar cestas básicas para elas. O prejuízo a equipamentos públicos a gente resolve depois”. 
Sul do Estado 

Cachoeiro de Itapemirim e Bom Jesus do Norte, decretaram situação de emergência. Na madrugada desta quarta-feira (18), um aterro derrubou o muro de um conjunto residencial em Cachoeiro e atingiu uma casa. A moradora precisou sair do local. Há 16 pessoas desalojadas e 2 desabrigadas. Segundo a Defesa Civil, 52 edificações foram atingidas pelas chuvas. 

Já em Bom Jesus do Norte, de acordo com a Defesa Civil, não houve ocorrências graves, mas o rio que corta a cidade continua com o nível elevado de água e há 56 pessoas desalojadas e 14 desabrigadas. 

Em Muniz Freire, 14 pessoas estão desalojadas. Uma casa corre risco de desmoronamento na cidade.

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