quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

APROVADO NA CÂMARA DE CAMPOS ORÇAMENTO DE 2014

Aprovado na Câmara de Campos orçamento de quase R$ 2,5 bilhões de 2014

Foram 20 votos favoráveis da base governista e outros quatro contra da oposição
 Vagner Basilio / Mauro de Souza

Foram 20 votos favoráveis da base governista e outros quatro contra da oposição

Campos que no ano de 2013 teve um orçamento na ordem de R$ 2,4 bilhões terá um ainda maior em 2014. Como já era previsto a Câmara Municipal aprovou na sessão realizada nesta quarta-feira (18/12) o valor de quase R$ 2,5 bilhões (R$ 2.484.532.000,00 - dois bilhões, quatrocentos e oitenta e quatro milhões e quinhentos e trinta e dois mil reais), o maior orçamento da história do município, o que já havia ocorrido com o valor do ano em curso.
Os valores correspondem ao Orçamento Fiscal, referente aos Poderes Legislativo e Executivo, órgãos da Administração Pública Municipal Direta e Indireta, Empresas e Fundos instituídos e mantidos pelo Poder Público Municipal; Orçamento da Seguridade Social, abrangendo os Órgãos da Administração Pública Municipal Direta e Indireta, Empresas, bem como os fundos instituídos e mantidos pelo Poder Público Municipal.
Desse total pouco mais de R$ 500 milhões sendo destinados a área da saúde, o que está em torno de 40% do valor total, sendo pouco menos destinado à Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Infraestrutura e para a Educação estavam estimados R$ 326 milhões.
Ainda ficou estabelecido, assim como com o orçamento deste ano, que 50% deste valor, ou seja, R$ 1,250 bilhão poderá ser remanejado.
Dos 25 vereadores da Casa de Leis, foram 24 votos contabilizados, já que o presidente municipal do PTC, Thiago Virgílio não compareceu a sessão. Os quatro vereadores da oposição votaram contra os 50% de remanejamento e apresentaram uma proposta para que o limite fosse de 10%, sendo que a situação a rejeitou.
Já os vereadores Alexandre Tadeu e Deivison Miranda, ambos do PRB, se abstiveram não se posicionando nem a favor e nem contra a condição que altamente favorável a administração municipal. Foram ao todo 18 vereadores votando a favor do remanejamento de 50%, os mesmo que votaram favorável a aprovação do orçamento de R$ 2,5 bilhões para 2014, sendo que neste caso, com os dois votos também de Alexandre Tadeu e Deivison Miranda, totalizando 20 votos favoráveis.
O remanejamento foi o primeiro tema a gerar grande discussão, com o líder da oposição na Câmara, o vereador Nildo Cardoso (PMDB) sinalizando com o voto contrário e afirma que com a aprovação a Câmara “dá a Prefeita Rosinha um cheque em branco”. 
Com a colocação o vereador inflamou vereadores da situação. Entre eles os vereadores Paulo Hirano, líder do governo na Câmara e Abdu Neme, ambos do Partido da República (PR), destacaram o que classificaram de ‘avanços’ na área da saúde. Já Abdu Neme acrescentou que daria sim ‘um cheque em branco’ a Prefeita. Em seguida, o vereador Kellinho, outro do PR, foi além: “Eu não daria um cheque em branco, daria um talão inteiro”.
Outro momento de desembaraço na sessão foi quando o vereador Nildo Cardoso mencionou que tem vereadores que tem cargos nos governos municipal e estadual, e quando parecia que os vereadores deixariam passar em branco a menção, o vereador Altamir Bárbara (PSB) pediu a palavra e disse: “Se está falando de mim está enganado Nildo, porque eu não tenho cargo nem no município e nem mesmo no estado”.
Assim Nildo Cardoso retomou a palavra e declarou: “Se o senhor não tem cargo em nenhum dos dois vai entrar para história como vereador que não tem benefício nenhum. Um recorde”, disse causando de um lado um silêncio sepulcral entre os vereadores e algumas risadas de quem assistia à sessão. Altamir Bárbara é suplente em seu partido e assumiu o cargo com a saída de Jorge Rangel, que deixou a Câmara em junho e assumiu a Secretaria de Limpeza Pública.
Na última sessão de 2013 foram aprovadas o valor de R$ 28,5 para a Câmara Municipal, além das criações dos fundos do Idoso, Esportes, Saneamento Básico, Cultura e da Câmara para projetos de gestão.
A peça orçamentária contempla ainda os 25 vereadores com emendas impositivas de R$ 1 milhão para cada parlamentar, que terá a prerrogativa de alocar recursos para obras e serviços em suas comunidades.
A Câmara entra em recesso e só volta as atividades na segunda quinzena de fevereiro.
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Fonte: REDAÇÃO

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