Greve dos bancários já traz prejuízo de até 50% ao comércio de Campos
Carlos Grevi / Mauro de Souza
Categoria ainda não recebeu proposta da Fenaban e paralisação continua
A greve dos bancários completou 15 dias nesta quinta-feira (03/10). Segundo a categoria até agora a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não ofereceu nenhuma proposta de reajuste salarial e melhorias trabalhistas. O comércio de Campos já começa a sentir os reflexos dessa paralisação e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) aponta queda de 40 a 50% nas vendas.
O presidente da CDL Campos, Roberto Escudini, explica que essa diminuição preocupa. “Estamos próximos a uma data festiva, o Dia das Crianças, e com a greve as pessoas acabam segurando mais o dinheiro, ficando mais cautelosas. É a época também de receber os pagamentos e quitar as dívidas, se auto sustentando com compras de alimentos e nas farmácias. Nós respeitamos o direito dos bancários, mas é preciso entrar em um consenso para que o comércio não sinta mais essa queda”, disse.
Escudini explica que o comerciante trabalha em cima de planejamento e que com o prejuízo é mais difícil de reestabelecer.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Hugo Diniz, no dia 05 de setembro, 10 dias antes da paralisação, a federação tentou negociar com a categoria oferecendo reajuste de 6,1%, mas o valor foi recusado na mesa de negociação.
“Nós pedimos reajuste salarial de 11,93%, lutamos também pela manutenção do nível de emprego, já que as demissões que vinham acontecendo estavam preocupando os trabalhadores. Mudança no atendimento ao público de 09h às 17h, e contratação de mais funcionários e melhores condições de trabalho, tanto para a saúde como segurança dos bancários”, explicou.
Nesta quinta deve ser realizada uma reunião do Comando Nacional dos Bancários para discutir os rumos da paralisação.
O representante do sindicato informou que a categoria esta aberta para negociações. “Aguardamos um contato deles, feito isso vamos marcar uma assembleia para decidir se aceitamos ou não. Por enquanto a greve continua”, finalizou.
A orientação de órgãos de defesa do consumidor, no caso de um cliente que precise resolver problema com urgência, e a sua agência estiver fechada, o banco deve orientar sobre outro local para atendimento. O cliente pode ligar para o serviço de atendimento ao cliente do banco.
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