Carlos Grevi / Mauro de Souza
Só este ano o centro de referência da doença registrou 24.974 notificações
Prevenir é a palavra de ordem contra o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Autoridades ligadas à saúde em Campos alertam sobre os cuidados contra a proliferação da doença. Medidas simples que devem ser adotados desde já, para que novos casos não sejam registrados.
Segundo o Centro de Referência da Dengue (CRD) só este ano 24.974 casos foram notificados, destes 5.476 confirmados, e três pessoas morreram. Números que diminuíram nos últimos meses, em setembro, quando apenas sete pessoas procuraram atendimento no CRD com os sintomas da doença, e três em outubro.
“Foi um dos anos em que foi registrado maior número de casos. O sorotipo 4 continua circulando pela região, a procura por atendimento diminuiu, mas o vírus ainda existe”, disse o diretor do CRD, Luiz José de Souza.
O diretor explica ainda que para 2014 a expectativa é de que não sejam registrados muitos casos. Mas existe uma preocupação com outro tipo da dengue.
Luiz José ressalta a importância da prevenção nesta época do ano.
“Com a ajuda da população vamos evitar que os focos do mosquito se proliferem. É importante evitar que a água se acumule em materiais descartáveis, como copinhos plásticos e pneus”, finalizou.
O último LIRAa realizado pelo CCZ apresentou 2,7% o índice de infestação. De acordo com o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o LIRAa menor que 1% é satisfatório; entre 1 e 3,9%, é de alerta; e acima de 3,9% alto risco.
CONTINGÊNCIA
No início deste mês o Conselho Municipal de Saúde (CMS) aprovou o Plano Municipal de Contingência da Dengue (PMCD) para 2013/2014.
No início deste mês o Conselho Municipal de Saúde (CMS) aprovou o Plano Municipal de Contingência da Dengue (PMCD) para 2013/2014.
Segundo o diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, o objetivo do PMCD é programar, de forma oportuna, medidas de controle da dengue em Campos, para o enfrentamento de uma epidemia, reduzindo a incidência do vetor e consequentemente, a transmissão da doença, na perspectiva de diminuir as internações e possíveis óbitos, como também minimizar as consequências econômicas que podem ocorrer numa epidemia.
Dentre as ações previstas estão visitas domiciliares, mutirões de limpeza urbana, reforço da coleta de lixo, eliminação e tratamento de criadouros nas residências, aplicação de larvicidas e inseticidas e utilização de armadilhas para monitoramento do vetor.
No que diz respeito às ações de Vigilância Epidemiológica, Charbell informou que serão intensificados os trabalhos de busca ativa e investigação de casos e óbitos.
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