Direção do Ferreira Machado explica casos de superbacteria
Daniela Abreu
Médicos explicaram caso confirmado e afirmam que bactérias resistentes não é novidade na medicina
Depois de boatos notificando a contaminação de dois pacientes do Hospital Ferreira Machado (HFM), pela Klebsiella pneumoniae Carbapenemase, ou simplesmente KPC, agora mais conhecida como “superbactéria” a direção da unidade convocou uma coletiva de imprensa para explicar e desmistificar o que realmente aconteceu.
A coletiva foi presidida pelo diretor geral da unidade, Ricardo Madeira e pelo chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH), Telmo Garcia.
O diretor da unidade explicou que existe uma série de procedimentos adotados pelo Hospital Ferreira Machado, para lidar com o problema, que não é novo. Segundo ele, todos nós somos colônia de uma série de bactérias que podem causar algum dano à saúde, ou não. O problema é quando essas bactérias levam o indivíduo a uma enfermidade, complica um caso constatado ou ainda traz risco de contaminação de terceiros dentro da unidade hospitalar.
“Existem várias preocupações, a primeira delas é se tem algum paciente que venha de alguma instituição hospitalar, já colonizado com alguma bactéria resistente. Existe uma orientação, por parte do Ministério da Saúde, que poucos hospitais tem condição de fazer. O nosso Núcleo de Vigilância Epidemiológica já o faz, que é investigar nesses pacientes provindos de outras unidades, através de exames simples”, explicou Ricardo que frisou que para os 92 municípios do Estado, existem apenas 13 núcleos capazes de realizarem este exame, 10 deles na capital .
Este foi o caso de um idoso que deu entrada na unidade depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Nele foi identificada uma bactéria que era resistente a todos os antibióticos testados pelo NVEH. Assim como acontece nos demais casos, a amostra do material coletado no paciente foi enviada ao Lacen, que identificou a presença da New Delhi Metallo Beta-Lactamase 1 (NDM-1), uma enzima produzida também pela bactéria KPC, e que confere a esta e demais bactérias uma resistência aos antibióticos.
“Cerca de três a quatro semanas atrás, esse paciente estava de alta, sem infecção, sem a bactéria e a família se recusou a levar esse paciente pra casa. Parte, eu acho, por conta de estar preocupada em estar levando pra casa uma superbactéria. A família solicitou um “homecare”, e dentro deste processo esse paciente continuou internado e hoje está tratando de uma outra pneumonia, pelo fato de estar em uma ambiente hospitalar e estar acamado”, contou Telmo que disse ainda que não há previsão de alta para o paciente.
Já o caso do motociclista, noticiado pelo Site Ururau, na última quinta-feira (26/09), em que havia boatos de contaminação pela superbactéria não foi confirmado pelos exames laboratoriais.
HÁBITO SAUDÁVEL
Os médicos salientaram que uma maneira simples e eficaz de se evitar a infecção e contaminação por bactérias é lavar sempre as mãos.
Os médicos salientaram que uma maneira simples e eficaz de se evitar a infecção e contaminação por bactérias é lavar sempre as mãos.
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