quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DIREÇÃO DO FERREIRA MACHADO EXPLICA CASO DE SUPER-BACTÉRIA

Direção do Ferreira Machado explica casos de superbacteria

Médicos explicaram caso confirmado e afirmam que bactérias resistentes não é novidade na medicina
 Daniela Abreu

Médicos explicaram caso confirmado e afirmam que bactérias resistentes não é novidade na medicina

Depois de boatos notificando a contaminação de dois pacientes do Hospital Ferreira Machado (HFM), pela Klebsiella pneumoniae Carbapenemase, ou simplesmente KPC, agora mais conhecida como “superbactéria” a direção da unidade convocou uma coletiva de imprensa para explicar e desmistificar o que realmente aconteceu.
A coletiva foi presidida pelo diretor geral da unidade, Ricardo Madeira e pelo chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH), Telmo Garcia.
O diretor da unidade explicou que existe uma série de procedimentos adotados pelo Hospital Ferreira Machado, para lidar com o problema, que não é novo. Segundo ele, todos nós somos colônia de uma série de bactérias que podem causar algum dano à saúde, ou não. O problema é quando essas bactérias levam o indivíduo a uma enfermidade, complica um caso constatado ou ainda traz risco de contaminação de terceiros dentro da unidade hospitalar.
Como o HFM é um hospital de emergência vermelha e, por isso, conta um alto índice de pacientes internados, existe uma série de procedimentos adotados para identificar  e evitar a proliferação de bactérias daqueles que já estão na unidade e principalmente dos que vem de unidades fechadas (UTIs) de outros hospitais.
“Existem várias preocupações, a primeira delas é se tem algum paciente que venha de alguma instituição hospitalar, já colonizado com alguma bactéria resistente. Existe uma orientação, por parte do Ministério da Saúde, que poucos hospitais tem condição de fazer. O nosso Núcleo de Vigilância Epidemiológica já o faz, que é investigar nesses pacientes provindos de outras unidades, através de exames simples”, explicou Ricardo que frisou que para os 92 municípios do Estado, existem apenas 13 núcleos capazes de realizarem este exame, 10 deles na capital .

No caso da constatação de bactérias mais resistentes, a amostra do paciente é enviada para o Laboratório Central Noel Nutels ( Lacen), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Este é o único laboratório, no Estado do Rio, com estrutura técnica capaz de identificar a superbactéria.O diretor ainda explicou que caso se confirme a existência de uma bactéria, o paciente é submetido a um isolamento respiratório ou de contato, neste caso, quando o mesmo contraiu a bactéria de outra forma que não seja pelas vias respiratórias.
Este foi o caso de um idoso que deu entrada na unidade depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Nele foi identificada uma bactéria que era resistente a todos os antibióticos testados pelo NVEH. Assim como acontece nos demais casos, a amostra do material coletado no paciente foi enviada ao Lacen, que identificou a presença da New Delhi Metallo Beta-Lactamase 1 (NDM-1), uma enzima produzida também pela bactéria KPC, e que confere a esta e demais bactérias uma resistência aos antibióticos.
O paciente, um idoso de 62 anos, foi assim como os demais pacientes,  submetido a coletas diárias de material para exames de monitoramento da evolução da bactéria, até que a mesma não fosse mais contatada. O idoso recebeu alta, mas a família não concordou em levá-lo para casa, e acabou contraindo uma pneumonia, causada por outra bactéria que também tem a evolução monitorada.
“Cerca de três a quatro semanas atrás, esse paciente estava de alta, sem infecção, sem a bactéria e a família se recusou a levar esse paciente pra casa. Parte, eu acho, por conta de estar preocupada em estar levando pra casa uma superbactéria. A família solicitou um “homecare”, e dentro deste processo esse paciente continuou internado e hoje está tratando de uma outra pneumonia, pelo fato de estar em uma ambiente hospitalar e estar acamado”, contou Telmo que disse ainda que não há previsão de alta para o paciente.
Já o caso do motociclista, noticiado pelo Site Ururau, na última quinta-feira (26/09), em que havia boatos de contaminação pela superbactéria não foi confirmado pelos exames laboratoriais.
HÁBITO SAUDÁVEL
Os médicos salientaram que uma maneira simples e eficaz de se evitar a infecção e contaminação por bactérias é lavar sempre as mãos.


Fonte: DANIELA ABREU

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