Dia do Professor: Categoria se une e faz manifestação por melhorias
Mauro de Souza
Professores reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial
Centenas de professores das redes municipal, estadual e federal se reuniram na tarde desta terça-feira (15/10), data em que celebra o Dia do Professor, em protesto por melhores condições de trabalho e uma educação de qualidade para os alunos de Campos e região. Com cartazes, faixas, bandeiras e narizes de palhaço, os educadores caminharam da BR 101 até a sede da Prefeitura Municipal de Campos, onde o protesto foi finalizado, pacificamente, às 19h. Para o próximo dia 22, está prevista uma paralisação de 24h na rede municipal de Campos.
Para segurança dos professores, policiais rodoviários federais e militares deram apoio ao movimento auxiliando o trânsito.
Segundo o professor do Instituto Federal Fluminense (IFF), Gustavo Siqueira, a categoria se uniu em busca de reajuste salarial de 100% em cima do piso, que na rede municipal está em torno de R$ 1.290; eleições diretas para diretor; fim do contrato com a empresa que oferece material didático para as instituições; 30% da verba municipal para a educação pública; 1/3 da carga horária, que de acordo com ele está previsto na legislação, mas não é cumprida pelo governo. “Só assim teremos uma educação de qualidade”, disse.
A categoria ainda mostrou insatisfação repudiando uma gravação de áudio, em que em reunião com a classe, a secretária de Educação de Campos, Marinéa Abude, teria chamado os professores de idiotas.
“Os professores estão agonizando em sala de aula. Nós não estamos satisfeitos com os 10% de reajuste que nos foi dado e com os 30% dos RETs (Regime Especial de Trabalhos). A gente quer que a prefeita [Rosinha Garotinho] marque uma nova reunião com a classe, para que nossa pauta seja atendida. Além disso, queremos que a secretária [Marinéa] se retrate e nos peça desculpas pelo que foi dito, porque nós não somos idiotas, nós somos professores”, lamentou outra manifestante.
Na manhã desta terça-feira, em entrevista à Rádio Diário, a secretária destacou que o que disse foi dentro de um contexto e com a edição do áudio, houve uma interpretação diferente do que realmente foi dito. "Jamais trataria mal os professores. Tenho respeito e admiração por todos, até porque sou professora e estaria me colocando desta forma. O que falei foi de determinado e pequeno grupo. Lamentável também que uma pessoa tenha ido para a reunião para nos gravar".
Descontente com toda essa situação, a professora Natália Diniz disse que, as creches são as que estão em piores condições. Além disso, segundo ela, a categoria pede por uma eleição (de diretores) democrática, onde os funcionários das escolas (concursados) possam concorrer e a comunidade votar.
A equipe do Site Ururaubuscou uma resposta junto a Prefeitura de Campos sobre as reivindicações dos professores da rede municipal e o secretário de Governo, Suledil Bernardino, informou que a prefeitura vem fazendo todos os esforços necessários para ajudar os profissionais de Educação.
Além do Plano de Cargos e Salários, foi instituída comissão para dar continuidade à efetivação do Plano, além de conceder por lei 10% para quem tem regência e 100% para quem faz o RET. A prefeitura convocou aprovados no concurso do ano passado e criou a Gdeb, gratificação dada aos profissionais que atingirem ou ultrapassarem a meta do Ideb, além de já ter anunciado eleições diretas para direção de escolas. A prefeitura também está construindo e reformando novas unidades escolares para garantir conforto e segurança a alunos e professores.
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