Ex-guardas municipais fizeram manifestação pelas ruas de Campos
Mauro de Souza
2.525 profissionais foram dispensados em 2008, mas não receberam direitos trabalhistas
Cerca de 20 ex-guardas municipais fizeram, na tarde desta quarta-feira (04/09), uma manifestação que teve início na Praça do Santíssimo Salvador e seguiu à Câmara Municipal de Campos. O objetivo do ato foi sensibilizar o Legislativo para lutar pelos direitos trabalhistas da categoria, que foi afastada em 2008.
Com cartazes e um caixão, os manifestantes esperavam o fim da sessão da Câmara para que fossem recebidos pelos vereadores. Segundo Silas da Costa, ao todo 2.525 profissionais foram afastados do posto de trabalho.
Ainda de acordo com o ex-guarda, ocorreu um erro na data da baixa da carteira, que consta como 15 de janeiro de 2007, ou seja, feriado municipal.
“Procuramos a Secretaria de Administração, mas o secretário nos informou que o erro seria do Ministério Público Estadual e não da Prefeitura, mas como se quem assina nossa carteira é a Prefeitura?”, questionou Silas.
A equipe do Site Ururau entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura que enviou uma nota dizendo:
O comandante da Guarda Civil Municipal, major Josué Peixoto, informa que um grupo de manifestantes vem usando o nome e uniforme da corporação indevidamente em suas manifestações. A Secretaria Municipal de Administração e Gestão de Pessoas informa que o município recebeu em agosto de 2008, determinação judicial para o desligamento dos servidores arrolados em contrato irregular. O município cumpriu a decisão judicial, porque ordem judicial tem que ser cumprida.
O secretário da pasta, Fábio Ribeiro, lembrou que a decisão declarou os respectivos contratos nulos. Ele ainda destacou que, em 2010, durante assembleia, estas pessoas foram orientadas a encaminharem os pleitos à Justiça e, em julho deste ano, uma comissão foi recebida pelo secretário, que ratificou a informação.
"A Guarda é uma atividade com regulamentação e concurso próprios. A prefeitura está impedida de qualquer ato contrário ao cumprimento da decisão judicial, uma vez que não pode ir contra a Constituição Federal que determina a admissão de profissionais para atividades através de concurso público", explicou Fábio.
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