Mauro de Souza/Carlos Grevi/Reprodução
Assembleia está marcada para às 19h e paralisação terá início no dia 19 de setembro
Setembro é o mês de mobilização de várias categorias. E para garantir benefícios, como aumento salarial, melhoria de condições de trabalho ou direitos trabalhistas, servidores da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) de Campos, em greve a um mês, além das agências bancárias, a partir do dia 19, e vigilantes do município, iniciada nesta quarta-feira (11/09), buscam uma solução para as categorias.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Hugo Dias, na manhã desta quinta (12/09) haverá uma passeata, a fim de, convocar todos os bancários das agências da área central da cidade para a assembleia a ser realizada às 19h desta quinta no Sindicato dos Bancários.
“Também iremos, nessa assembleia, tirar o calendário e decretar a greve, que se iniciará a partir do dia 19 de setembro. A data foi escolhida porque temos de cumprir os requisitos da Lei de Greve”, explicou o presidente.
Dias aconselhou que, durante a paralisação, os clientes paguem suas contas antecipadamente ou efetuam o pagamento através dos correspondentes bancários, como as Casas Lotéricas, por exemplo. “Nos casos de valores maiores ou iguais a R$ 5 mil, o recomendado é que a pessoa entre em contato com a agência bancária, para que a mesma possa estar orientando o cliente em como seria a melhor maneira para efetuar o pagamento”.
O Norte e Noroeste Fluminense contam com 65 agências bancárias e postos de atendimento com cerca de mil funcionários. A última greve realizada pelo Sindicato dos Bancários aconteceu no dia 18 de setembro de 2012 e durou uma semana.
FAETEC – Completando um mês de paralisação, a greve da Faetec parece não ter data para terminar. Em assembleia ocorrida nesta quarta-feira (11/09) no Rio, os servidores decidiram pela continuidade da greve. Na próxima terça (17/09) haverá uma assembleia geral nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde será decidido o rumo da categoria.
Segundo a coordenadora do interior do Sindicato dos Profissionais de Educação da Faetec (Sindpefaetec), Victoria Carogio de Araujo, o governo não teria apresentado propostas concretas sobre o Plano de Cargos e Salário (PCS), reivindicado pelos funcionários, sobre a convocação dos concursados, a democratização da rede, a infraestrutura das unidades e o ponto dos servidores durante a greve.
O INÍCIO - A paralisação foi deflagrada no dia 22 de maio deste ano, após assembleia da categoria realizada em frente ao prédio da secretaria de Ciência e Tecnologia, no Rio de Janeiro. A greve durou 21 dias, e durante esse período, os profissionais permaneciam em estado de greve.
Em 12 de agosto, insatisfeitos com promessas não cumpridas, os servidores decidiram novamente pela paralisação, tendo um período de recesso, eretomando em 28 de agosto por tempo indeterminado.
VIGILANTES – Com os braços cruzados, por tempo indeterminado, desde amanhã desta quarta-feira (10/09), os vigilantes permanecerão em greve até que os pagamentos referentes ao mês de agosto, que deveriam ser depositados na conta dos servidores na última sexta (06/09), sejam pagos.
De acordo com o presidente dos vigilantes, Luís Rocha, somente os profissionais das agências da Praça do Santíssimo Salvador resolveram voltar ao trabalho, os demais permanecerão em greve. “É lamentável que isso esteja acontecendo. Entramos em contato com a empresa, em Juiz de Fora (MG), e eles disseram para termos paciência e nos deixaram sem nenhuma posição. Isso é um absurdo, pois são pais de família com contas a pagar”.
PETROBRAS – A assessoria do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro/NF) informou que não há indicativo de greve, e que, no momento, os funcionários estão em estado de assembleia permanente e em negociação com a Petrobras.
Ainda segundo a assessoria, isso significa que a qualquer momento os petroleiros possam se reunir e decretar uma greve.
No dia 25 de julho, uma greve expressiva marcou a data em que a Petrobras deixou de pagar os valores de repouso remunerado conquistado pelos trabalhadores que estavam na lista de 2005 e não estendeu os pagamentos a todos. Na ocasião, cerca de 40 plataformas aderiram a paralisação e segundo a assessoria, para esta sexta, os números podem se igualar ao último manifesto.
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