secretário da Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, esteve no Departamento Médico Legal de Vitória na tarde desta quinta-feira (22), onde declarou que considera o acidente com 21 mortos em Guarapari a maior tragédia rodoviária da história do estado. “Pelos dados levantados pela PRF e pelo Corpo de Bombeiros Militar, trata-se da maior tragédia rodoviária do estado, sem dúvidas”, disse.
Falhas mecânicas na carreta são investigadas como causa do acidente. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse que a carreta transportava uma pedra de granito de 43 toneladas. O peso está acima do limite permitido, que é de 30 toneladas. A carreta também circulava com pneus carecas.
O acidente envolvendo duas ambulâncias, uma carreta e um ônibus deixou 21 mortos e 22 feridos no km 343 da BR-101, em Guarapari, na Grande Vitória, sendo que 12 foram atendidas em hospitais da Grande Vitória. A última atualização sobre as vítimas foi divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), às 13h12.
O acidente aconteceu por volta das 5h50 desta quinta-feira (22). Os dois sentidos da rodovia foram interditados para realização de perícia no local. Às 16h40, a BR-101 foi completamente liberada.
Falhas mecânicas
Segundo o secretário, as investigações feitas pela Polícia Rodoviária Federal e pela Polícia Civil vão seguir seu curso normal.
Identificação dos corpos
O secretário André Garcia disse que sete corpos já foram identificados. Alguns deles vão precisar passar por exame de DNA, o que pode demorar entre 10 e 30 dias. Outros corpos serão identificados por digitais nas próximas 48 horas.
“Desde cedo a gente está acompanhando esse trágico acidente no estado. A determinação é amparar as famílias. Elas foram descoladas para um local mais apropriado, estão recebendo apoio psicológico”, disse.
Vítimas
- Pelo menos 13 mortos e 19 feridos estavam no ônibus
- 1 morto e 5 feridos leves estavam na ambulância do município de Jerônimo Monteiro - estes 5 não entram na conta da Sesp porque não precisaram ser socorridos em hospitais.
- 3 feridos estavam na ambulância de Alfredo Chaves
- 1 morto era o motorista do caminhão

- 6 mortos; ainda sem informação sobre em que veículo estavam
Dos 21 corpos, 11 já tiveram as digitais coletadas até as 1840h, segundo a Sesp. Nenhuma delas está no banco de dados da Polícia Civil. Três corpos já foram liberados e outros dois podem ser liberados ainda nesta quinta-feira.Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), sete feridos estão em estado grave. Os pacientes estão internados em três hospitais:
O acidente
A PRF informou que a carreta, que transportava rochas invadiu a contramão e bateu no ônibus da viação Águia Branca. As duas ambulâncias seguiam atrás do coletivo e também foram atingidas.
Testemunhas contaram que, assim que o caminhão bateu no ônibus, o coletivo partiu ao meio e pegou fogo.
Os passageiros do ônibus receberam os primeiros-socorros na rodovia. Alguns foram levados para hospitais da Grande Vitória de helicóptero. Ainda segundo a PRF, a maioria das vítimas teria morrido carbonizada.
Mortos identificados
- O motorista da ambulância Fiat Doblô, da Secretaria de Saúde de Jerônimo Monteiro, no Sul do Estado, identificado como Alicinaldo Zampili Vargas, 36 anos, está entre as vitimas do grave acidente. No veículo estavam outras seis pessoas que ficaram ilesas.
Feridos identificados
- O motorista Mac Vinícius, que mora no Sul da Bahia, era um dos passageiros do ônibus. Ele contou que estava dormindo no momento do acidente. "Eu estava sentado na cadeira 11. Estava dormindo, quando acordei vi todo o sofrimento", contou.
- O ajudante-geral Gentil Pinto dos Santos também está entre os feridos do acidente. "Só vi quando o ônibus deu uma brecada e não deu para ver mais nada", contou.
- Lindomar Castilho, 41 anos, estava dentro do ônibus. Mora em São Paulo e seguia para o Espírito Santo para visitar a família. Teve algumas queimaduras e um corte na cabeça.
- Domingos Savio, 24 anos, estava no ônibus junto com a mãe, Maria Selma Thomaz da Silva, para visitar a família. Ele é deficiente auditivo e foi levado para a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim.
- Maria Selma Thomaz, 50 anos, estava no ônibus junto com o filho, Domingos Savio. Ela seguia para a Serra para encontrar a irmã. É a primeira vez que os dois visitam o estado.O G1 está atualizando a identificação das vítimas do acidente. Acompanhe mais nomes de feridos e mortos.
Perícia
O Corpo de Bombeiros fez perícia para saber causas da explosão e tempo para emissão do laudo é 30 dias. As investigações ficarão com a Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Guarapari.
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