
Fernando e Fabiana Souza, irmão e cunhada do gesseiro Eder, estavam no ônibus
Foto: Arquivo Pessoal
Familiares de vítimas envolvidas na tragédia na BR 101 na manhã desta quinta-feira (22), em Guarapari, contam como souberam do acidente. O gesseiro Eder de Souza Domingos, 34 anos, esperava o irmão e a cunhada na Rodoviária de Vitória para o enterro da avó deles, quando soube da notícia.
"Meu irmão veio com a esposa para o enterro da nossa avó"
"Somos de Rio Marinho, Cariacica. Meu irmão mora em São Paulo. Ele veio, juntamente com a esposa dele, para o velório da nossa avó, que foi enterrada hoje. A previsão de chegada deles era por volta de 6h, 6h20 da manhã. Foi o horário que eu cheguei na rodoviária. O tempo foi passando, fui no guichê da empresa e falaram que era normal atrasar. Olhei no WhatsApp e a última visualização dele foi às 5h50. Pedi para minha esposa, que estava em casa, ligar para o celular dele, que estava desligado. Ela viu no Gazeta Online o acidente. Voltei no guichê e me falaram que não seria o ônibus. Quando foi chegando em torno de 8 horas, a gente teve a certeza que era o ônibus deles. A princípio, a empresa falou que o ônibus tinha se envolvido em um acidente, mas não era nesse. Foi um desespero. Ficamos sabendo que algumas pessoas foram para o São Lucas e agora vim para o Jayme. Aqui tem duas pessoas que não foram identificadas. Quero ver se é o meu irmão.A minha cunhada está em Guarapari. Ela não faleceu. A enfermeira, que atendeu ela, emprestou o celular. Ela mandou uma mensagem pra gente. A enfermeira colocou o telefone dela na mensagem. Segundo a enfermeira, a única coisa que ela falou foi que viu o meu irmão do lado de fora, gritando o nome dela."
Eder de Souza Domingos, 34 anos, gesseiro, morador de Vila Velha
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