
Fachada do Plantão Especializado da Mulher (Pem)
Foto: Google Street View
Uma estudante de Direito de 18 anos procurou a Polícia Civil na tarde de segunda-feira (5) para denunciar um colega de curso por estupro. De acordo com a universitária, a violência aconteceu durante uma festa, na Praia do Canto, em Vitória.
O crime teria ocorrido na última sexta-feira (2). A identidade da universitária será mantida em sigilo para não expor a vítima. O nome do suspeito também não será divulgado porque ainda não há acusação formal da Polícia Civil contra ele.
Em depoimento à polícia, a estudante contou que chegou à festa às 21h30, acompanhada de uma amiga. O evento era organizado por um colega de classe da vítima, e aconteceu no salão de festas do prédio onde ele mora. Segundo a estudante, em um determinado momento do evento ela e amiga foram abordadas pelo suspeito, que ofereceu um copo para cada uma delas, dizendo que era vodca com guaraná.
Após tomar a bebida oferecida pelo suspeito, a vítima afirma não lembrar-se de mais nada e de só acordar no dia seguinte, na casa de uma outra amiga que não estava na festa. Assustada, ela procurou saber o que havia acontecido e as amigas relataram que ela foi encontrada no banheiro, junto com o suspeito, suja de vômito e sem conseguir falar direito. As roupas dela estavam do avesso e a calcinha abaixada.
Na ocorrência, registrada no Plantão Especializado da Mulher (Pem), a estudante ressalta que todas as informações foram repassadas a ela por terceiros, já que não se recorda do que aconteceu.
A vítima precisou ser carregada pelas amigas, pois não conseguia andar. Um irmão do rapaz que organizava a festa chegou ao evento, identificou-se como policial, e examinou o olho dela com uma lanterna. O homem afirmou que a vítima estava com a pupila dilatada, como se estivesse drogada.
A universitária foi levada para um hospital particular em Vila Velha. Na unidade, levantou-se a suspeita de que a jovem poderia ter sido drogada e em seguida estuprada. Porém, nenhum exame que comprovasse as duas hipóteses foi feito.
Após ter feito denúncia na delegacia, a vítima foi encaminhada para exames de conjunção carnal, para saber se houve relação sexual, e toxicológico, para verificar se havia vestígio de alguma droga no organismo dela. Além disso, a polícia solicitou imagens registradas por câmeras de videomonitoramento do prédio no dia da festa.
A advogada da universitária foi procurada pela reportagem, mas disse que ela e a cliente só irão se pronunciar após a conclusão dos laudos.
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