quinta-feira, 8 de junho de 2017

Quatro ex-assessores presos em operação que investiga corrupção na Câmara de Petrópolis, RJ, prestam depoimento no MP

A Ministério Público (MP) está ouvindo nesta quinta-feira (8) quatro ex-assessores presos na terça-feira (6) em uma operação da Polícia Civil que investiga corrupção da Câmara de Vereadores. O ex-vereador e suplente Marcos Luiz Bernardes Souza (SD), conhecido como Montanha, também foi preso. Ele é suspeito de pegar parte do salário dos assessores e contratação de funcionários “fantasmas”.
Segundo o MP, eles podem receber o benefício da delação premiada, mas o órgão irá avaliar quem poderá assinar o acordo. Três homens e uma mulher estão sendo ouvidos pelo MP desde as 9h desta quinta.
A Polícia Civil informou que todos os presos suspeitos de envolvimento no esquema de extorsão na Câmara prestaram depoimento e que o inquérito policial já foi entregue ao Ministério Público.
Foragidos
Um dos dois ex-assessores que estava foragido se apresentou na delegacia na tarde desta quarta-feira (7). Na operação de terça-feira (6), o objetivo da Polícia Civil era cumprir 16 mandados de prisão, mas foram cumpridos 13.
O ex-vereador Montanha e os 14 ex-assessores continuam presos em Petrópolis. A prisão é temporária de 5 dias. O inquérito tem 30 dias para ser concluído. Segundo o Ministério Público e a Policia Civil outros ex-vereadores estão sendo investigados pelos mesmos crimes.
Sobre o políticoMarcos Montanha concorreu às Eleições 2016 e obteve 978 votos. Integrante da coligação Solidariedade Republicana, que elegeu os vereadores Mácio Arruda (PR) e Ronaldão (PR). Montanha é suplente pela coligação.
Operação teve início em março
O ex-vereador Osvaldo Fernando do Vale, conhecido como Vadinho (PSB), de 70 anos, foi o primeiro a ser preso, no dia 7 de março, após o início das investigações, que começaram antes das eleições municipais de 2016. Ele foi solto no dia 19 de maio após habeas corpus concedido pela Justiça e vai responder ao processo em liberdade.
Segundo a polícia, ele é suspeito de pegar mais da metade do salários de assessores parlamentares e está sendo investigado pelos crimes de concussão (exigir dinheiro) e peculato (desvio de dinheiro público) também no mandato entre 2012 e 2016. Além de Vadinho, quatro assessores parlamentares também foram presos no mesmo dia.
Outro ex-vereador citado no esquema, segundo as investigações da polícia, é o Pastor Sebastião (PSC). Após pedir exoneração de cargo comissionado que ocupava na Prefeitura de Petrópolis desde o início de 2017, ele retornou à Câmara para ocupar uma vaga de suplente, mas foi afastado por determinação da Justiça no dia 10 de maio. O político está proibido de frequentar a Câmara.
Pela lei, desde que assumiu a cadeira na Câmara, o Pastor Sebastião passa a ter foro privilegiado e só poderá ser julgado por tribunais.

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