O trabalho de reconhecimento de mortos no trágico acidente da BR 101, na manhã desta quinta-feira (22), em Guarapari, pode demorar até 30 dias, segundo o Superintendente de Polícia Técnico Científica do Espírito Santo, Danilo Bahiense. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que o acidente deixou, pelo menos, 21 mortos.
A colisão envolveu uma carreta, um ônibus de viagem da empresa Águia Branca e duas ambulâncias, no km 343 da BR 101, em Guarapari. De acordo com Bahiense, muitas vítimas ficaram carbonizadas, o que dificulta o reconhecimento das identidades. Alguns corpos terão que ser submetidos a exames de DNA no laboratório da Polícia Civil, em Vitória.

Ônibus da Águia Branca é consumido pelas chamas em acidente na BR 101 em Guarapari
Foto: Whatsapp/Gazeta Online

Localização do acidente envolvendo ônibus, carreta e ambulâncias em Guarapari
Foto: Arte
"A gente viu que muitos corpos vão ter que ser submetidos a exame de DNA, porque realmente carbonizaram bastante e não sobrou quase nada. Os corpos queimaram muito. Às vezes você não tem matéria, só tem ossos. Quando faz o exame de DNA em ossos, vai demorar bem mais ainda porque é uma técnica diferente",
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta carregada com bloco de pedra, de aproximadamente 35 toneladas, vinha do sentido Vitória - Rio de Janeiro, quando, por motivos desconhecidos, invadiu a contramão e colidiu frontalmente com um ônibus, que seguia de São Paulo para Vitória, e ambulâncias dos municípios de Jerônimo Monteiro e Alfredo Chaves.
O governador Paulo Hartung divulgou nota de pesar dizendo estar consternado com a tragédia que aconteceu na manhã dessa quinta-feira (22) e deixou muitos mortos e feridos na BR 101, em Guarapari. Hartung disse que tem acompanhado com tristeza o desenrolar dos acontecimentos e se mostrou solidário com a dor dos parentes das vítimas.
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