terça-feira, 6 de junho de 2017

Ex-vereador Montanha e ex-assessores são presos em operação que investiga corrupção na Câmara de Petrópolis, no RJ

Marcos Montanha, vereador Petrópolis, RJ (Foto: Reprodução / Facebook)Polícia Civil de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, cumpriu 15 mandados de prisão temporária na manhã desta terça-feira (6) em uma operação que investiga um esquema de corrupção na Câmara. O ex-vereador Marcos Luiz Bernardes Souza, conhecido como Montanha (SD), de 44 anos, foi preso em casa, no bairro Independência. Documentos também foram apreendidos na residência.
O ex-parlamentar é suspeito de concussão (de acordo com as investigações, ele exigia parte do salário dos funcionários do gabinete) e de manter funcionários "fantasmas" na Câmara no mandato entre 2012 e 2016. A prisão é temporária por cinco dias. Além de Montanha, outros 14 ex-assessores, sendo oito homens e seis mulheres, foram presos. Eles prestam depoimentos na 105ª Delegacia de Polícia e na 106ª DP nesta terça.
Segundo Claudio Batista, delegado titular da 105ª DP, um inquérito foi aberto no dia 31 de maio para investigar denúncias a pedido do Ministério Público. Os suspeitos podem responder pelos crimes de organização criminosa, concussão e peculato (desvio de dinheiro público).
Ao todo, 26 policiais das delegacias do Centro e de Itaipava saíram em diligências às 6h desta terça para cumprir 16 mandados de prisão. Ainda de acordo com o delegado, outros ex-vereadores estão sendo investigados.
G1 fez contato com o advogado de Montanha que informou que ainda não teve acesso ao inquérito para saber as razões que motivaram a prisão. Afirmou também que está providenciando o habeas corpus do ex-vereadore e de um de seus assessores. A reportagem também tenta contato com a defesa dos outros presos na operação nesta terça.
Sobre o político
Marcos Montanha concorreu às Eleições 2016 e obteve 978 votos. Integrante da coligação Solidariedade Republicana, que elegeu os vereadores Mácio Arruda (PR) e Ronaldão (PR). Montanha é suplente pela coligação.
Operação teve início em março
O ex-vereador Osvaldo Fernando do Vale, conhecido como Vadinho (PSB), de 70 anos, foi o primeiro a ser preso, no dia 7 de março, após o início das investigações, que começaram antes das eleições municipais de 2016. Ele foi solto no dia 19 de maio após habeas corpus concedido pela Justiça e vai responder ao processo em liberdade.Segundo a polícia, ele é suspeito de pegar mais da metade do salários de assessores parlamentares e está sendo investigado pelos crimes de concussão (exigir dinheiro) e peculato (desvio de dinheiro público) também no mandato entre 2012 e 2016. Além de Vadinho, quatro assessores parlamentares também foram presos no mesmo dia.
Outro ex-vereador citado no esquema, segundo as investigações da polícia, é o Pastor Sebastião (PSC). Após pedir exoneração de cargo comissionado que ocupava na Prefeitura de Petrópolis desde o início de 2017, ele retornou à Câmara para ocupar uma vaga de suplente, mas foi afastado por determinação da Justiça no dia 10 de maio. O político está proibido de frequentar a Câmara.
Pela lei, desde que assumiu a cadeira na Câmara, o Pastor Sebastião passa a ter foro privilegiado e só poderá ser julgado por tribunais.

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