A Polícia Civil desmontou um laboratório clandestino de adulteração de combustível em João Neiva, no Norte do Espírito Santo. Quatro pessoas foram detidas, entre elas o dono do laboratório e do posto onde o produto era vendido. Ele foi preso nesta sexta-feira (23) e o posto está proibido de funcionar.
No vídeo é possível ver o momento em que os policiais chegam ao laboratório, que funcionava em um galpão às margens da BR-101, e flagram as máquinas funcionando.
Investigação
A investigação da Polícia Civil de Aracruz em parceria com o Procon Estadual começou em fevereiro.
A investigação da Polícia Civil de Aracruz em parceria com o Procon Estadual começou em fevereiro.
Segundo o delegado Leandro Esperando, que cuida do caso, a operação começou após um boletim de ocorrência de um roubo de carga de um caminhão de etanol em Aracruz, no Norte do estado.
Mais tarde, a polícia descobriu que a comunicação do roubo era falsa e desvendou um esquema de desvio de cargas de etanol entre um funcionário de uma distribuidora o proprietário do posto de combustível.
Detenções
No galpão, os policiais flagraram três homens trabalhando na produção dos combustíveis. Eles foram detidos para prestarem esclarecimentos e depois liberados.
No galpão, os policiais flagraram três homens trabalhando na produção dos combustíveis. Eles foram detidos para prestarem esclarecimentos e depois liberados.
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De acordo com a polícia, o dono do laboratório, Magnojai Recla, também tem um posto de combustíveis no mesmo município.
Os fiscais do Procon foram até o posto verificar a qualidade dos combustíveis e encontraram o produto adulterado.Na gasolina, em vez de 27% de etanol, havia 41%. Todas as bombas foram lacradas.
O dono acompanhou a fiscalização da equipe e foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz.
“A gente pode ter tido uma contaminação pela última chuva que foi mais forte, ou até mesmo pelo método de captação. Como a bomba está com problema a gente não está conseguindo puxar o combustível limpo”, disse Magnojai Recla.
O combustível recolhido no posto ainda vai passar por uma análise detalhada na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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