segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Flamengo e Fluminense vencem


guerrero_1O Flamengo chegou a levar um susto do Cruzeiro neste domingo, no Estádio Kléber Andrade, em Cariacica, mas conseguiu a virada por 2 a 1 na partida válida pela 27ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Consequentemente, a equipe de Zé Ricardo manteve a perseguição ao líder Palmeiras, que já havia vencido o Coritiba por 2 a 1 no sábado. Os gols foram marcados por Rafinha, aos 29 minutos do segundo tempo, Guerrero, aos 38, e Mancuello aos 41.
O resultado mantém o Rubro-Negro na vice-liderança da competição nacional com 53 pontos, um a menos que o primeiro colocado. A preocupação da Raposa é outra: o clube mineiro está na zona de rebaixamento com 30 e é o primeiro do grupo de descenso.
A equipe flamenguista volta a campo no próximo sábado, às 16h (de Brasília) quando visita no Morumbi o instável São Paulo, derrotado pelo Vitória neste domingo e ainda ameaçado. Já o Cruzeiro recebe o Grêmio no Mineirão às 18h30.
Pressão rubro-negra
O Flamengo não deu sossego ao Cruzeiro no primeiro tempo. Antes mesmo do primeiro minuto, o time de Zé Ricardo já havia chegado ao ataque perigosamente com tabela entre Gabriel e Diego, que acabou derrubado por Robinho. O sufoco inicial ainda resultaria em mais oportunidades, como o chute de Réver que sobrou nos pés de Guerrero. Com o pé de apoio na linha da grande área, o peruano exigiu boa defesa de Rafael para levantar de vez a torcida flamenguista em Cariacica.
Robinho admite: não foi pênalti
Os jogadores de Sidnei Lobo, que substituiu o suspenso Mano Menezes, ficaram menos tempo com a bola no pé – o Flamengo chegou a ter 65% de posse –, mas conseguiram construir algumas oportunidades. A maioria das jogadas buscava Ábila no ataque: na primeira delas, Muralha fez defesa segura; aos quatro, o argentino não conseguiu o domínio; na marca dos 25, Robinho cruzou forte demais em busca do atacante. O lance se inverteu aos 33, quando Ábila acionou o meia, que a princípio alegou ter sido derrubado por Rafael Vaz. O árbitro Leandro Vuaden não viu pênalti. “Eu pulei. Deveria ter tentado seguir na jogada, pois talvez pudesse ter sido pênalti mesmo”, admitiu o próprio Robinho ao Premiere na saída para o intervalo.
Cícero marca aos 49 do 2º tempo e dá vitória ao Fluminense sobre o Timão
hor2662
O duelo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil entre Corinthians e Fluminense, na última quarta-feira, foi recheado de polêmicas. Eliminado do mata-mata após a derrota por 1 a 0, o time carioca reclamou muito da arbitragem da partida. Quis o destino que as equipes se reencontrassem logo neste domingo, novamente na Arena Corinthians, desta vez pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em jogo equilibrado, o Fluminense contou com um gol de Cícero aos 48 minutos do segundo tempo para derrotar o Corinthians por 1 a 0, ‘vingando’ a queda na Copa do Brasil.
E o jogo deste domingo teve novas polêmicas. Após bola levantada na área do Corinthians no primeiro tempo, os jogadores do Fluminense reclamaram bastante de um lance envolvendo Marcos Júnior e Marquinhos Gabriel. Para os cariocas, o corintiano agarrou o atacante do Fluminense dentro da área, impedindo que ele subisse para disputar a bola. Os jogadores tricolores e o técnico Levir Culpi indagaram o árbitro Anderson Daronco, que não marcou a suposta infração.
Do outro lado, o zagueiro Balbuena também alegou que foi puxado na área do Fluminense em um escanteio. Mas a arbitragem também não viu o lance como faltoso.
Quando parecia que a partida terminaria sem gols, o Fluminense fez a alegria de sua torcida aos 48 minutos do segundo tempo. Depois de falta cobrada por Scarpa na área, Gum desviou, e a bola sobrou limpa para Cícero mandar para o fundo da rede, sem chances para o goleiro Walter, que substituiu o lesionado Cássio.
Apesar de o confronto deste fim de semana ter sido importante na disputa pelo G-4, apenas 18.838 torcedores pagaram ingresso para estar em Itaquera, que tinha um setor interditado e registrou o seu pior público na história.
Com a vitória fora de casa, o Fluminense chega aos 43 pontos, na quinta posição, apenas dois atrás do Santos, quarto colocado com 45. Já o Corinthians começa a despencar na tabela do Campeonato Brasileiro. O time de Fábio Carille permanece com 41 pontos, caindo para a sétima posição.
No sábado, a equipe dirigida por Levir Culpi receberá o Sport em Edson Passos, enquanto a interinamente comandada por Fábio Carille visitará o Botafogo na Ilha do Governador.
Com o Fluminense já em seu passado, o Corinthians irá se concentrar na sequência da Copa do Brasil antes de voltar a pensar no Campeonato Brasileiro. O duelo de quartas de final com o Cruzeiro começará na noite de quarta-feira, em Itaquera.
O jogo
Recepcionado no gramado de Itaquera com gritos de “eliminado”, em clara referência à derrota para o Corinthians na Copa do Brasil, o Fluminense não se intimidou no reencontro com o adversário. Soltou-se logo em direção ao gol onde estava Walter, e não Cássio, lesionado de última hora, nem os torcedores organizados corintianos – o setor norte do estádio foi interditado em função dos incidentes do último clássico contra o Palmeiras.
O Corinthians aceitou o jogo aberto proposto pelo Fluminense. A princípio, dependeu das arrancadas de Fagner do lado direito para incomodar o time carioca, porém não demorou a passar mais tempo com a bola nos pés. Faltava objetividade – os comandados de Fábio Carille pouco finalizavam, apesar de rondar a área rival com frequência.
Quando chutou a gol, o Fluminense se mostrou mais perigoso. Aos 24 minutos, Gustavo Scarpa fez boa enfiada de bola pela ponta direita, e Marcos Júnior avançou no meio da insegura dupla de zaga do Corinthians para aparecer na frente de Walter, que salvou a sua equipe com uma bela defesa.
A resposta corintiana foi imediata. Em um contra-ataque rápido, o falso centroavante Romero foi lançado na direita (onde se sente mais à vontade), deu um belo drible antes de entrar na área e bateu cruzado. O goleiro Júlio César, quase traído por um desvio no meio do campo, defendeu no susto.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o Fluminense pressionou o Corinthians à base de cobranças de escanteios. Em um deles, a polêmica do jogo do meio da semana foi reacendida. Marcos Júnior se sentiu agarrado por Marquinhos Gabriel na segunda trave e desviou o olhar para o árbitro Anderson Daronco, acenando negativamente a cabeça. “Foi pênalti? Foi pênalti? Eu acho que foi”, protestou, já no intervalo.
Outra vez preocupado em jogar futebol na etapa complementar, Marcos Júnior voltou a parar em Walter aos cinco minutos. O substituto de Cássio se esticou todo para, com as pontas dos dedos, evitar que a bola entrasse em uma conclusão cruzada e rasteira do atacante do Fluminense.
Assim como no primeiro tempo, o Corinthians entrou no jogo após alguns minutos e começou a dar trabalho para a marcação visitante. O time da casa agora distribuía melhor a bola em suas investidas, apesar do individualismo de Rodriguinho em alguns momentos. Giovanni Augusto era ainda uma boa opção como homem-surpresa, chegando de trás, embora Romero se mostrasse atrapalhado na hora de tramar jogadas com ele.
Para diminuir o ímpeto corintiano, Levir Culpi recorreu às entradas de Marquinho, Richarlison e Magno Alves nas vagas de Douglas, Marcos Júnior e Wellington. Fábio Carille deu o troco com Lucca no lugar de Marlone, substituição que desagradou à parte do público presente em Itaquera, e trocou o aplaudido Giovanni Augusto por Gustavo mais tarde.
Com essas mudanças, o Corinthians continuou no campo de ataque na maior parte do tempo, pressionando o Fluminense. Esbarrou em algumas falhas de Romero, que arriscou até uma bicicleta, e na dificuldade que Gustavo demonstra ter com a bola nos pés. Os visitantes tentaram aproveitar os espaços oferecidos para contragolpear. E tiveram sucesso aos 49 minutos, quando Cícero ficou com a bola depois de Magno Alves escorar dentro da área e mandou para dentro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário