quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Operação Chequinho


  
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ) negou, na última quarta-feira (22/02), seis pedidos de habeas corpus impetrados pela defesa dos envolvidos na “Operação Chequinho”— que investiga a utilização do programa Cheque Cidadão para comprar votos na eleição de 2016—, sendo que em dois deles um dos beneficiados é o ex-governador do Rio e ex-secretário de Governo da prefeitura de Campos, Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira. Um sétimo, com pedido de salvo conduto para Miguel Ribeiro Machado (PP), mais conhecido como Miguelito, e Ozéias Azeredo Martins (PSDB), foi julgado prejudicado, sem resolução do mérito.
Os demais réus que tiveram o habeas corpus denegada a ordem foram a ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Alvarenga; Linda Mara Silva (PTC),  Wladimir Garotinho, Verônica Ramos Daniel e Luis Antônio Alvarenga.
A negativa também atingiu o subsecretário de Governo Alcimar Ferreira Avelino, que chegou a ficar foragido em novembro do ano passado, o vereador reeleito Kellenson Ayres Kellinho Figueiredo de Souza (PR), Thiago Virgílio Teixeira de Souza (PTC) e o ex-vereador Jorge Ribeiro Rangel.
A “Operação Chequinho” foi deflagrada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e a Polícia Federal, após denúncia de que o Cheque Cidadão estava sendo usado para compra de votos. Além de Garotinho, apontado como o mentor do esquema, 11 vereadores eleitos são também réus em Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes).
Todos os vereadores foram condenados por abuso de poder político e de poder econômico. A decisão é do juiz Eron Simas dos Santos, da 76ª Zona Eleitoral, os vereadores estão inelegíveis por 8 anos, a contar do pleito de 2016. A decisão cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Já Garotinho está com audiência marcada para o dia 3 de abril. Ele esteve em Campos participando de audiência de instrução e julgamento, mas por falta da defesa prévia que não pode ser feita no prazo processual já que mídias anexadas ao processo estavam criptografadas. 

 Fonte Ururau/Ascom

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