sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Bombeiros do RJ reclamam da falta de assistência médica em hospital


Do G1 Rio
Bombeiros do Rio de Janeiro estão reclamando da falta de assistência médica no Hospital Central dos Bombeiros Aristarcho Pessoa, que fica no Rio Comprido, na Zona Norte da cidade.  Como mostrou o Bom Dia Rio desta quinta-feira (1º), os bombeiros não estão conseguindo nem marcar consulta na uidade.
De acordo com o presidente da Associação dos Bombeiros Militares, Mesac Eflain, além da dificuldade para marcar as consultas, também faltam especialistas.

“As pessoas tentam ligar para o Call Center, que é um serviço que é uma ligação paga, não é um 0800, é uma empresa terceirizada que parece que não sincroniza bem essa informação com a informação do hospital. Marcam uma consulta pra 30, 40 dias a frente, e quando o bombeiro chega lá, esse especialista não existe, ele não trabalha mais no hospital, ou ele foi transferido. A pessoa perde a viagem, perde a gasolina, o dinheiro da passagem, e pode até mesmo ter o seu problema de saúde agravado por não ter atendimento naquele dia”, disse Mesac Eflain.
Por causa dessas dificuldade, os bombeiros dizem ainda que estão precisando recorrer ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) ou, em alguns casos, pagar uma consulta particular.

“As pessoas estão pagando fisioterapias em clínicas particulares, recorrendo a planos de saúde, mais a dificuldade já com o nosso salário. A gente não consegue nem receber em dia, não vai conseguir então fazer o pagamento de uma clínica particular, de um plano de saúde. Aí é recorrer ao SUS”, explicou o presidente da Associação dos Bombeiros.
A crise financeira do estado também está causando atraso no pagamento de oficiais que estão na Academia.
“Nós recebemos denúncias de pais de cadetes do primeiro ano do curso de formação de oficiais que estão sem receber há seis meses. Nem a nomeação deles no Diário Oficial não saiu. Esses militares estão na corporação, estão preocupados, as suas famílias estão preocupadas se eles vão permanecer ou não na corporação porque, diante da crise financeira do estado, será que eles vão ser nomeados? Será que eles vão receber esse dinheiro, esse salário atrasado desde março que eles não receberam?", questionou Mesac Eflain.
Em relação aos funcionários que estão sem receber, o Corpo de Bombeiros diz que espera a nomeação de todos eles por parte do estado para que então consiga fazer o pagamento retroativo. Sobre o atendimento no hospital, a corporação diz que não há falta de médicos.

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