segunda-feira, 29 de junho de 2015

Polícia prende um dos principais fornecedores de drogas do RJ


Quadrilha movimentava cerca de R$ 800 mil por semana, segundo a polícia.
Operação Maçarico prendeu sete pessoas nesta segunda-feira (29).

Janaína CarvalhoDo G1 Rio
Um dos principais fornecedores de cocaína do estado do Rio de Janeiro foi preso durante a Operação Maçarico, realizada pela Policia Civil nesta segunda (29). A quadrilha, comandada por Rafael de Souza Santos, movimentava cerca de R$ 800 mil por semana. As investigações começaram há cerca de sete meses após um roubo a um caixa eletrônico em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
"Teve um desdobramento e a gente percebeu a participação de elementos do tráfico de drogas e hoje [segunda-feira] fizemos essa operação denominada Maçarico, onde prendemos sete elementos, dentre eles o Mingau, que é o Rafael, principal distribuidor de cocaína do estado", ressaltou o delegado Márcio Braga, titular da Delegacia de Roubos e Furtos, destacando que a droga vinha da Bolívia direto para o Conjunto Habitacional Amarelinho, em Irajá, no Subúrbio do Rio, e era distribuída por várias comunidades como Parque das Missões, Kelson, Dique e Parque União.
Rafael foi preso em casa ao lado da mulher, Thayane de Oliveira, que era seu braço direito na venda de drogas. O grupo ainda contava com a participação de criminosos dentro do Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste. Segundo o delegado, foram encontrados diversos anotações do tráfico e celular na cela dos traficantes Leandro Souza da Silva, o Buda, chefe do tráfico do Parque União, e Tiago Gomes Fernandes, o TH, considerado braço direito de Buda, evidenciando o envolvimento de ambos com a quadrilha.
"A gente percebeu a movimentação financeira e de drogas relacionada ao Buda com o Rafael. Ele, de dentro do presídio, pedindo drogas ao Rafael para as suas comunidades", explicou Braga.
A quadrilha também tinha a ajuda do taxista Alexandre Silva, que também foi preso na manha desta segunda por dar apoio na distribuição da droga. Ele tinha um táxi regular circulando no município de Caxias, na Baixada Fluminense, mas também utilizava o veículo para fazer o transporte de drogas para o grupo.
Uma escuta telefônica revela a ligação entre Rafael e Alexandre: “Se eu precisar de dez Reais, tu tem pra me emprestar?”, pergunta Alexandre. “Tá querendo dez camisas (10 kg de cocaína)? Tenho, tenho, tenho aqui”, tranquiliza o fornecedor.
As prisões foram cumpridas em diversos locais como Morro do Tuiuti, na Favela Cinco Bocas, e outras comunidades. Ainda há dois mandados a serem cumpridos, um contra Erlan Ferreira da Silva, um dos responsáveis pelo tráfico no Parque União. Os sete presos vão responder pelos crimes de associação ao tráfico de drogas e formação de quadrilha.

Pezão sanciona lei que proíbe porte de arma branca no RJ


Decisão foi publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira (29).
De acordo com o texto, fica proibido o porte de facas com mais de 10cm.

Gabriel BarreiraDo G1 Rio
Facas foram apreendidas em operação da Polícia Civil no Rio (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Em operação da Polícia Civil, mais de 30 facas
foram apreendidas (ArquivoDivulgação/Polícia Civil)
O governador Luiz Fernando Pezão sancionou a lei 7.031/2015, que proíbe o porte de arma branca no estado do Rio de Janeiro. O projetofora aprovado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no último dia 10. De acordo com o texto, fica proibido o porte de objetos cortantes como facas, canivetes e estiletes com lâmina maior que dez centímetros. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (29) no Diário Oficial. A lei prevê multa de R$ 2,4 mil a R$ 24 mil para quem descumprir a norma.
Autor do projeto de lei, o deputado Geraldo Pudim justifica a proposta pela ausência de "instrumentos legais para punir aqueles que portam armas brancas com o claro fim de cometer crimes" e da "grande repercussão" de crimes deste tipo — o mais emblemático deles, o do médico Jaime Gold, assassinado quando andava de bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Pessoas que usam facas para trabalho, como chefes de cozinha, não serão prejudicadas pela lei, uma vez que se enquadrarão no termo "transporte", e não porte. Os objetos que estiverem guardados em mochilas, sacolas ou embalagens e com nota fiscal não serão confiscados.
Lei contra roubo de bicicleta já vale
Também nesta segunda-feira, passa a valer uma lei que tipifica o crime de roubo de bicicleta. A medida foi baseada em um pedido dos ciclistas. Até agora o caso era registrado na delegacia como roubo a pedestre.
Os projetos, de autoria dos deputados Marta Rocha (PSD) e André Ceciliano (PT) também obriga as lojas a informarem na nota fiscal o número de série da bicicleta. Toda bicicleta tem esse número, que funciona como chassi de carro, o que ajuda bastante na hora da localização.

Suspeito de assassinatos no RJ não é doente mental, diz laudo da perícia


Saílson da Graças confessou mais de 40 mortes na Baixada Fluminense.
Prisão preventiva é mantida por mutirão judiciário realizado em junho.

Alba Valéria MendonçaDo G1 Rio
Sailson afirma não se arrepender dos crimes (Foto: Reprodução / TV Globo)Laudo diz que Sailson não tem problemas mentais
(Foto: Reprodução / TV Globo)
O laudo que atesta que Saílson José da Graças, suspeito de uma série de assassinatos na Baixada Fluminense, não é doente mental foi encaminhado à 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. O suposto serial killer, que chegou a confessar 43 homicídios num período de nove anos, também teve a prisão preventiva mantida pelo mutirão judiciário realizado este mês.
Ele está preso pelo assassinato da vizinha Maria de Fátima Miranda, ocorrido dezembro de 2014. Saílson teria matado Fátima, que era amiga de sua companheira Cleusa Balbina de Paula, por causa de uma desavença entre as duas. Cleusa, que também chegou a ser presa, está em liberdade condicional desde março de 2015. Saílson também é suspeito de outros sete homicídios e quatro tentativas de homicídio.
A assessoria do Tribunal de Justiça informou nesta segunda-feira (29), que o laudo de sanidade de mental de Saílson foi juntado ao processo e foi dada ciência às partes, ou seja, para o Ministério Público e a Defensoria Pública. O promotor já teve conhecimento do documento e a Defensoria informou, nesta segunda, que não vai se pronunciar sobre o caso.
Segundo o MP, “a conclusão do laudo pericial deixa claro que Saílson tinha plena consciência do que estava fazendo ao assassinar suas vítimas”. Em geral, o mesmo laudo pericial vale para todos os outros crimes cometidos pelo suspeito. 
Quanto às informações de que Saílson teria dito à perita forense que confessou os crimes porque temia ser agredido pelos policiais, o MP diz que todas as provas obtidas sobre os assassinatos são lícitas, têm valor legal e que a confissão de Saílson feita na Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) tem uma riqueza de detalhes, que só quem atuou nos crimes poderia saber.
O promotor informou ainda que, até agora, diante do juiz, Saílson preferiu permanecer calado. O MP tem a convicção de que Saílson cometeu os homicídios dolosos em relação aos quais ele já foi denunciado e buscará a sua condenação no Tribunal do Júri.

Criança de 3 anos é baleada durante troca de tiros no Alemão, Rio


Agentes da UPP foram recebidos a tiros por criminosos no Areal.
Criança foi baleada na perna esquerda e seu estado de saúde é estável.

Do G1 Rio
Uma criança de 3 anos foi baleada na perna esquerda durante uma troca de tiros na manhã desta segunda-feira (29) no Conjunto de Favelas do Alemão, Zona Norte do Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, David Soares foi encaminhado para o Hospital Salgado Filho, passou por uma avaliação e recebeu alta da unidade na parte da tarde. Ele estava brincando com a irmã quando foi baleado.
De acordo com informações da 45ª DP (Alemão), as investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias do fato. A mãe da criança está sendo chamada para prestar depoimento e o boletim de atendimento médico sendo solicitado ao hospital.
Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão, agentes da UPP foram recebidos a tiros por criminosos armados na localidade conhecida como Areal. Ainda segundo a corporação, uma ação de varredura estava sendo realizada na tentativa de localizar os responsáveis pelos disparos.
Tiroteio no domingo (28)
No domingo (28), a comunidade registrou mais um tiroteio. De acordo com o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, por volta das 6h30 policiais faziam um patrulhamento na região conhecida como Praça do Terço quando encontraram homens armados.

Houve troca de tiros entre os PMs e criminosos. Entretanto, não houve registro de feridos. Ainda de acordo com o Comando de Polícia Pacificados (CPP), buscas foram realizadas para tentar localizar os autores dos disparos. O caso foi registrado na 45ª DP (Alemão).

Em redes sociais, moradores relataram medo por causa do confronto e pediam mais segurança. “Que Deus nos proteja!!!”, dizia uma das publicações. Há 10 dias, um adolescente foi baleado e morto durante uma troca de tiros entre policiais militares e suspeitos na comunidade. De acordo com o comando da UPP, os agentes foram recebidos a tiros por criminosos armados durante patrulhamento na localidade conhecida como Largo da Pedra e revidaram.

Tropas federais deixam Complexo da Maré após 83 mil ações em 15 meses


PM assume definitivamente complexo com 15 favelas a partir desta terça(30). 
Balanço do período aponta redução de homicídios e mais de 600 prisões.

Do G1 Rio
Policiais do Bope realizam operação na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré (Foto: Bruno Gonzalez/Extra/Agência O Globo)Policiais do Bope realizam operação na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré (Foto: Bruno Gonzalez/Extra/Agência O Globo)
Termina nesta terça-feira (30) a ocupação das Forças Armadas no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. A Polícia Militar entrará no lugar dos militares que durante um ano e três meses realizaram mais de 83 mil ações, 674 prisões e 255 apreensões de menores no complexo que reúne 15 favelas e onde moram 140 mil pessoas, segundo balanço divulgado no início da tarde desta segunda-feira (29) pelo comando da Força de Pacificação.
Helicópteros sobrevoam Complexo da Maré (Foto: Leo Correa/AP)Helicópteros sobrevoam Complexo da Maré (Foto: Leo Correa/AP)
Entre os dados divulgados está a redução dos  índices de homicídios  em uma área de sete quilômetros quadrados, que é disputada por três facções criminosas. Antes de abril do ano passado, a taxa anual de homicídios na área de ocupação era de 21,29 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Estado (ISP). Esse número caiu para 5,33 mortes, após a ocupação das tropas federais.
O complexo é formado pelas favelas: Praia de Ramos, Parque Roquete Pinto, Parque União, Parque Rubens Vaz, Nova Holanda, Parque Maré, Conjunto Nova Maré, Baixa do Sapateiro, Morro do Timbau, Bento Ribeiro Dantas, Vila dos Pinheiros, Conjunto Pinheiros, Conjunto Novo Pinheiro – Salsa & Merengue, Vila do João e Conjunto Esperança.
Nove pessoas morreram neste período, entre elas o sargento Michel Augusto Mikami, 21 anos,atingido por um tiro na cabeça por um traficante, em novembro do ano passado. Segundo o comando, 27 militares ficaram feridos em operações nas favelas do complexo. Foram feitas ainda 1.356 apreensões de armas, drogas, munições, veículos e motos.
No balanço divulgado pelo Exército estão ainda ações sociais no total de 24 mil atendimentos. Também são relatadas melhorias melhorias em projetos de esgotamento sanitário, recolhimento de lixo e retirada de carcaças pelas vielas o que impedia a circulação de moradores. 
No total, três mil militares das Forças Armadas participaram das operações no Complexo da Maré.
plano de substituição da Força de Pacificação pela PM começou em abril  com os policiais militares entrando nas comunidades da Praia de Ramos e Roquette Pinto. Um mês depois, os PMs substituiram as tropas do Exército nas favelas Nova Holanda, Parque União, Rubem Vaz e Nova Maré (veja infográfico).
Desocupação da Maré - arte do Ministério da Defesa (Foto: Matusael Jorge / Ministério da Defesa / Divulgação)Desocupação da Maré - arte do Ministério da Defesa (Foto: Matusael Jorge / Ministério da Defesa / Divulgação)
Instalação de UPP
Serão criadas quatro bases da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Maré. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a primeira será instalada na Praia da Ramos/ Roquette Pinto; a segunda nas comunidades de Nova Holanda/ Parque União; outra será responsável pela Baixa do Sapateiro/ Timbau. A última ficará a cargo da Vila do João e da Vila dos Pinheiros.
As quatro bases deverão contar com cerca de 1.620 homens. O relações públicas da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, destacou que esse número poderá sofrer alteração de acordo com as necessidades da região. 
Em 1º de abril, quando a PM substituiu a Força de Pacificação nas comunidades da Praia de Ramos e Roquete Pinto, o coronel Caldas destacou as expectativas da ocupação de Conjunto de Favelas da Maré enfatizando que há, nas comunidades, um “clima de pessimismo” quanto ao processo de pacificação. Segundo ele disse na ocasião, “se der errado, vai todo mundo para o buraco. Vai para o buraco a polícia, a sociedade, vai todo mundo", avaliou (veja vídeo).

Dois menores detidos após morte de médico no RJ são condenados


Primeiro e terceiro menores foram sentenciados por até três anos.
Jaime Gold morreu dia 20 de maio, 1 dia após ser esfaqueado na Lagoa.

Do G1 Rio
A juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, da Vara da Infância e Juventude da Capital, condenou o primeiro e o terceiro menores apreendidos por envolvimento na morte do médico Jaime Gold, divulgou o Tribunal de Justiça do Rio em seu site na tarde desta segunda-feira (29).
De acordo com a sentença, os dois jovens deverão cumprir medidas socioeducativas e internação por até três anos. A medida, no entanto, será reavaliada a cada seis meses, para acompanhar o progresso dos adolescentes. Eles irão permanecer sob os cuidados do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).
O segundo menor, apreendido por agentes da Divisão de Homicídios, foi absolvido. O processo corre em segredo de Justiça.
G1 tentou entrar em contato com o advogado do primeiro menor, mas não obteve retorno após a publicação desta reportagem.
Investigação
arte menores caso Jaime Gold (Foto: Reprodução / Globo)
Dois dias depois da morte de Jaime Gold, a polícia apreendeu em Manguinhos, Subúrbio do Rio, um adolescente de 16 anos por suposta participação no crime. Com 15 passagens pela polícia, o menor admitiu cometer roubos de bicicletas no entorno da Lagoa, mas negou envolvimento no caso do médico.
Na semana seguinte, outro adolescente, de 15 anos, se entregou à polícia. Ele admitiu o roubo a Gold e acusou o primeiro menor apreendido pelas facadas.A principal testemunha do caso disse à polícia que o autor da facada era um rapaz de pele clara. Ambos os adolescentes apreendidos são negros e, mesmo assim, a Divisão de Homicídios deu o caso como encerrado, apontando os dois menores como autores do latrocínio.
No dia 2 de junho, no entanto, um terceiro adolescente, de 17 anos, se apresentou à polícia, provocando uma reviravolta no caso. Ele confessou ser um dos dois que roubaram o médico, inocentou o primeiro menor detido e atribuiu ao segundo as facadas que mataram a vítima. Os três adolescentes foram mantidos em unidades do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).
Nesta quarta-feira (17), em audiência realizada no Fórum de Olaria, os promotores Renato Lisboa e Luciana Benisti periam à Justiça a aplicação de medida socioeducativa apenas ao primeiro menor apreendido e a absolvição dos outros dois. Entretanto, a sentença divulgada nesta segunda também prevê a internação do terceiro menor.
Os dois representantes do Ministério Público alegaram pedido foi baseado no depoimento da principal testemunha, que teria reconhecido o primeiro menor apreendido como participante do crime. Apesar de os outros dois terem admitido participação no assalto, os promotores consideraram que só a confissão não pode ser prova de que eles, de fato, têm envolvimento no caso.