sábado, 28 de fevereiro de 2015
Comandante de batalhão é exonerado após tiros em jovens na Palmeirinha
Tenente-coronel Luiz Garcia Baptista foi afastado do cargo.
Tiros em jovens no subúrbio do Rio foram flagrados em vídeo.
Do G1 Rio
O tenente-coronel Luiz Garcia Baptista, comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), foi exonerado do cargo, como mostrou nesta sexta-feira (27). É na unidade que estão onde estão lotados PMs suspeitos de atirar em jovens na Favela da Palmeirinha, em Honório Gurgel, no Subúrbio do Rio. O coronel Roberto Garcia será o substituto.
A Polícia Militar afastou da corporação, nesta quinta-feira (26), os nove PMs que participaram da ação policial na comunidade, quando dois homens foram baleados. Ainda de acordo com a polícia, todos vão responder a um Inquérito Policial Militar (IPM).
Oito dos afastados são praças, entre eles Ricardo Vagner Gomes e Allan de Lima Monteiro.
Medo de represália da PM
O pai do rapaz baleado na Favela da Palmeirinha, em Honório Gurgel, Subúrbio do Rio, disse na manhã desta quinta-feira (26) em entrevista ao G1 que sente medo que o filho seja vítima de represália por parte dos policiais que atiraram nele e no colega que morreu durante a ação dos PMs na comunidade.
O pai do rapaz baleado na Favela da Palmeirinha, em Honório Gurgel, Subúrbio do Rio, disse na manhã desta quinta-feira (26) em entrevista ao G1 que sente medo que o filho seja vítima de represália por parte dos policiais que atiraram nele e no colega que morreu durante a ação dos PMs na comunidade.
“O meu único medo é de uma covardia. Eles não conseguiram provar o que queria e podem querer se vingar. Mas tenho fé e Deus está à frente de tudo. O importante é que estamos mostrando que ele é inocente”, afirmou Adilson da Conceição Cezário, de 46 anos, pai de Chauan Jambre Cezário, 19 anos, que foi baleado e está com uma bala alojada no peito.
Na sexta-feira (20) o jovem que morreu durante a ação registrou com o celular os últimos minutos da própria vida. Ele conversava e gravava um vídeo com amigos no momento em que levou um tiro. A Polícia Militar, que fazia uma operação na comunidade, afirmou, no dia, que o grupo foi atingido em confronto. Mas um outro rapaz que também acabou baleado nega essa versão da PM. As imagens do vídeo podem ajudar a esclarecer o que aconteceu.
Segundo Adilson, as imagens feitas pelo colega do filho que foi morto revoltaram, mas também deram alívio para a família. “Eu senti muita raiva quando vi aquilo. Mas também foi bom, pois tudo que eles (policiais) fazem está certo e a população está sempre errada. Meu filho sempre me deu orgulho, é um jovem trabalhador”, afirmou o pai de Chauan, ressaltando que o jovem trabalha como ambulante na praia para poder comprar terno para ir aos cultos da igreja e pagar a passagem para os treinos de futebol.
Sonho interrompido
Na terça-feira (24), Chauan iria fazer um teste no time de futebol Bangu Atlético Clube, mas não pode ir devido ao ferimento. “Desde pequeno ele queria ser jogador de futebol. Espero que isso não atrapalhe e ele consiga realizar o sonho dele”, disse Adilson. Como ainda está com a bala alojada no peito, não há previsão para a realização de um novo teste. A família também não sabe se o jovem terá ou não condições de voltar a jogar bola.
Na terça-feira (24), Chauan iria fazer um teste no time de futebol Bangu Atlético Clube, mas não pode ir devido ao ferimento. “Desde pequeno ele queria ser jogador de futebol. Espero que isso não atrapalhe e ele consiga realizar o sonho dele”, disse Adilson. Como ainda está com a bala alojada no peito, não há previsão para a realização de um novo teste. A família também não sabe se o jovem terá ou não condições de voltar a jogar bola.
Ainda de acordo com o pai, nenhum hospital público pelo qual o rapaz passou pode fazer a cirurgia para a retirada da bala. “Alguns dizem que não tem o equipamento, cada um diz uma coisa diferente. Estamos sofrendo constrangimento nos hospitais. Se não fosse a igreja não sei o que seria dele”, afirmou Adilson, explicando que a igreja a qual a família pertence se ofereceu para custear a cirurgia em um hospital particular. “Infelizmente não temos condições de pagar. Só quero ver meu filho bem”.
De acordo com a família, logo após ser baleado Chauan foi levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas. “O médico costurou ele a sangue frio, com meu filho sentindo dor”, afirmou o pai. Para o advogado da família, o cirurgião teria alegado não ser necessário retirar a bala. “Os policiais disseram que ele era bandido. O cirurgião apenas olhou e disse que onde a bala estava não incomodava ninguém. Mas esse projétil servirá, inclusive, para fazer o confronto balístico”, destacou Fernando Cruz, que também entrará com uma ação na Justiça para responsabilizar o Estado.
Em nota, a direção do Hospital estadual Carlos Chagas informou que Chauan deu entrada na unidade às 0h40 do dia 21 de fevereiro, apresentando ferimento por arma de fogo no tórax. Chauan foi avaliado e submetido a exames que não apontaram lesão pulmonar e nem necessidade de procedimento cirúrgico naquele momento. O paciente permaneceu internado, em observação, tendo sido avaliado novamente pela equipe médica e recebeu alta médica no dia 22 de fevereiro.
Imagens mostram a agonia dos feridos
O vídeo registra um momento de diversão entre três amigos. Dois deles estavam de bicicleta. Um minuto e quinze segundos depois do início da gravação, os jovens correram. Logo, tiros são ouvidos. “Corri atrás dele só pra pegar o celular, pra ele parar de gravar”, explicou Chauan.
Em nota, a direção do Hospital estadual Carlos Chagas informou que Chauan deu entrada na unidade às 0h40 do dia 21 de fevereiro, apresentando ferimento por arma de fogo no tórax. Chauan foi avaliado e submetido a exames que não apontaram lesão pulmonar e nem necessidade de procedimento cirúrgico naquele momento. O paciente permaneceu internado, em observação, tendo sido avaliado novamente pela equipe médica e recebeu alta médica no dia 22 de fevereiro.
Imagens mostram a agonia dos feridos
O vídeo registra um momento de diversão entre três amigos. Dois deles estavam de bicicleta. Um minuto e quinze segundos depois do início da gravação, os jovens correram. Logo, tiros são ouvidos. “Corri atrás dele só pra pegar o celular, pra ele parar de gravar”, explicou Chauan.
O amigo de Chauan, Alan de Souza Lima, de 15 anos, não resistiu. O celular estava nas mãos de Alan e caiu no chão, mas continuou gravando. O vídeo permite ouvir a agonia dos feridos e as vozes de dois homens, que seriam policiais militares. Um deles pergunta aos garotos por que eles correram. “A gente tava brincando, senhor”, responde um dos rapazes.
Segundo testemunhas, os policiais tentaram justificar o fato de os rapazes terem sido baleados, afirmando que eles entraram no meio da troca de tiros entre os PMs e criminosos.
Em nota divulgada no sábado (21), a Polícia Civil informou que os jovens ficaram feridos durante um confronto com PMs e que na ação foram apreendidos um revólver e uma pistola. Ainda segundo a nota, Chauan foi autuado em flagrante por porte de arma e resistência.
Na madrugada de sábado, o caso provocou um protesto violento na Avenida Brasil. Um ônibus e um caminhão foram queimados. A via expressa ficou interditada por quase quatro horas.
Chauan mora na Baixada Fluminense, mas decidiu passar o fim de semana na casa do patrão, na Favela da Palmeirinha, para economizar dinheiro de passagem. Ele vende mate na Praia de Ipanema. “Justiça. Só isso. Que prove a minha inocência. Eu não sou bandido”, afirmou o rapaz.
Assim que tomou conhecimento do vídeo, o comando da PM determinou o afastamento dos policiais envolvidos na ocorrência e também a abertura imediata de um inquérito policial militar.
A Polícia Civil, que investiga o caso, já recebeu uma cópia do vídeo. De acordo com a delegada Adriana Belém, titular da 30ª DP (Marechal Hermes), foi instaurado inquérito para apurar a morte de Alan de Souza Lima, 15 anos, e a lesão corporal de Chauan. Segundo a assessoria, antes da divulgação das imagens a polícia já tinha pedido a revogação da prisão de Chauan devido a inconsistências nos depoimentos. A realização de uma reconstituição está sendo analisada pela delegada e o jovem baleado está sendo aguardado para prestar esclarecimentos.
Assim que tomou conhecimento do vídeo, o comando da PM determinou o afastamento dos policiais envolvidos na ocorrência e também a abertura imediata de um inquérito policial militar.
A Polícia Civil, que investiga o caso, já recebeu uma cópia do vídeo. De acordo com a delegada Adriana Belém, titular da 30ª DP (Marechal Hermes), foi instaurado inquérito para apurar a morte de Alan de Souza Lima, 15 anos, e a lesão corporal de Chauan. Segundo a assessoria, antes da divulgação das imagens a polícia já tinha pedido a revogação da prisão de Chauan devido a inconsistências nos depoimentos. A realização de uma reconstituição está sendo analisada pela delegada e o jovem baleado está sendo aguardado para prestar esclarecimentos.
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Primeira ação conjunta das Divisões de Homicídio do RJ tem 10 presos
Operação contou com 13 delegados, 210 agentes e 46 viaturas.
Ação foi realizada em Jardim Catarina, Laranjal e Centro de São Gonçalo.
Do G1 Rio
A primeira operação coordenada pela Divisão de Homicídios, com participação das delegacias de Homicídios da Capital (DH-Capital), da Baixada Fluminense (DHBF) e de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), realizada nesta sexta-feira (27), nos bairros Jardim Catarina, Laranjal e Centro de São Gonçalo, terminou com dez presos.
A ação teve o objetivo de cumprir mandados de prisão, realizar mapeamento de áreas críticas e levantamento de inteligência para instrução de inquéritos. A operação contou com 13 delegados, 210 agentes, um perito legista, 46 viaturas e um helicóptero.
Presos:
1 – Felipe Charlie da Silva
2 – Juliana Teixeira da Silva
3 – Felipe dos Santos Cruz
4 –Alan Lima de oliveira
5 – David Queiroz Pereira
6 – Tuan Marciel dos Santos
7 – Vanderlei dos Santos
8 – Fagner Soares da Silva
9 – Lucas Douglas Lima de Mello
10 –Jorge Roberto Dalles
Presos:
1 – Felipe Charlie da Silva
2 – Juliana Teixeira da Silva
3 – Felipe dos Santos Cruz
4 –Alan Lima de oliveira
5 – David Queiroz Pereira
6 – Tuan Marciel dos Santos
7 – Vanderlei dos Santos
8 – Fagner Soares da Silva
9 – Lucas Douglas Lima de Mello
10 –Jorge Roberto Dalles
Carro cai de penhasco próximo à praia de Grumari, no Rio
Operação de resgate contou com o apoio de um helicóptero e motoaquática.
Mulher foi socorrida consciente e levada para hospital na Barra da Tijuca.
Do G1 Rio
Uma mulher de 37 anos ficou ferida depois do carro que dirigia cair em um penhasco próximo à praia de Grumari, na Zona Oeste do Rio, nesta sexta-feira (27). Um helicóptero e uma motoaquática foram usados na operação de resgate da vítima.
O acidente aconteceu na Avenida Estado da Guanabara, entre as praias de Abricó e Grumari. O veículo ficou destruído e a motorista, segundo o Corpo de Bombeiros, estava lúcida quando foi socorrida, por volta das 13h40.
A mulher foi levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, por volta das 17h o estado de saúde dela era estável e ela permanecia em observação na unidade médica.
Até o começo da noite não haviam sido esclarecidas as circunstâncias em que o acidente ocorreu.
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Vereadores de Itaguaí, RJ, vão pedir na Justiça o afastamento do prefeito
Luciano Motta é investigado pela PF por desvio de verbas.
Serviços públicos estão paralisados na cidade.
Do G1 Rio
Vereadores de Itaguaí vão pedir na Justiça o afastamento do prefeito da cidade. Luciano Mota, do PMDB, é suspeito de corrupção e ainda não entregou à Comissão Parlamentar de Inquérito os contratos com empresas investigadas.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura denúncias de corrupção na prefeitura de Itaguaí vai pedir o afastamento do prefeito da cidade na Justiça. Luciano Motta e alguns vereadores também são investigados pela Policia Federal por suspeita de corrupção.
Luciano Motta é suspeito de chefiar uma quadrilha que desviava verbas dos royalties do petróleo e do Sistema Único de Saúde (SUS). Na quinta-feira (26), a vereadora Miriam Pacheco, do Solidariedade, foi indiciada pela PF por organização criminosa. Ela é acusada de receber mais de R$ 100 mil por mês de salários de funcionários fantasmas.
A PF também investiga uma operação para enfraquecer a CPI que pode levar ao impeachment do prefeito Luciano Motta. Em um vídeo, o ex-secretário de Turismo, Ricardo Soares, diz a uma pessoa o que o prefeito deveria fazer para abafar a CPI: oferecer dinheiro.
A PF também investiga uma operação para enfraquecer a CPI que pode levar ao impeachment do prefeito Luciano Motta. Em um vídeo, o ex-secretário de Turismo, Ricardo Soares, diz a uma pessoa o que o prefeito deveria fazer para abafar a CPI: oferecer dinheiro.
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Em dezembro do ano passado a PF apreendeu na casa de Luciano uma TV de 85 polegadas, que teria sido comprada por R$ 99 mil em dinheiro. O prefeito também era visto dirigindo uma Ferrari pelas ruas do município.
Na manhã desta sexta-feira (27), a assessoria do prefeito Luciano Mota informou que ele estaria disposto a gravar uma entrevista exclusiva ao RJTV, para dar a sua versão sobre as denúncias. Mas, à tarde, também por telefone, o próprio prefeito mudou de ideia e cancelou a entrevista. Na prefeitura, o secretário de comunicação Hari Chandra disse que o prefeito está se sentindo injustiçado.
Às 17h, terminou o prazo para que Luciano Mota entregasse à CPI os contratos com empresas que estão sendo investigadas pela PF. O presidente da comissão disse que nada foi entregue e que os vereadores vão pedir o afastamento do prefeito.
“A CPI se reúne de novo na segunda-feira e, provavelmente, vamos estar pedindo na Justiça o afastamento dele, porque ele está atrapalhando o andamento da CPI, está atrapalhando as investigações, já que ele não quer entregar, que a Justiça afaste-o do cargo para gente poder prosseguir com o nosso trabalho”, disse o vereador Willian Cezar (PT).
O vereador William disse também que foi descoberto um plano contra a vida dele e que já pediu à Secretaria de Segurança uma escolta para protegê-lo. Mas, até agora a secretaria não forneceu.
A Câmara Municipal de Itaguaí informou que além da CPI, uma Comissão Especial Processante também investiga as denúncias envolvendo o prefeito Luciano Mota. O ex-secretário Ricardo Soares, o assessor Amaro Gagliarti e a vereadora Mírian Pacheco não foram localizados pela reportagem do RJTV.
Serviços públicos parados
Além do escândalo da corrupção, os moradores de Itaguaí ainda têm de conviver com a greve no município. Os servidores municipais alegam que o plano de cargos e salários não está sendo cumprido e paralisaram as atividades há três semanas. A maioria das escolas e creches está fechada ou funcionando parcialmente. Os assistentes sociais e os agentes de trânsito também entraram em greve. Na saúde, a situação é a mesma, paralisação.
Além do escândalo da corrupção, os moradores de Itaguaí ainda têm de conviver com a greve no município. Os servidores municipais alegam que o plano de cargos e salários não está sendo cumprido e paralisaram as atividades há três semanas. A maioria das escolas e creches está fechada ou funcionando parcialmente. Os assistentes sociais e os agentes de trânsito também entraram em greve. Na saúde, a situação é a mesma, paralisação.
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Juiz que dirigiu carro de Eike Batista tira 15 dias de licença médica, diz TRF
Magistrado foi flagrado dirigindo carro de empresário na terça-feira (24).
Juiz apresentou atestado médico concedendo 15 dias de licença médica.
Do G1 Rio
carro do empresário apreendido pela PF (Foto:
Reprodução / Globo News)
O juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal Criminal, informou à Corregedoria Regional da Justiça Federal da 2a Região que ficará afastado por 15 dias em razão de uma licença médica. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tribunal Regional Federal (TRF2) nesta sexta-feira (27).
O magistrado foi flagrado na última terça-feira (24) chegando ao prédio da Justiça Federal dirigindo o Porsche Cayenne do empresário Eike Batista. O veículo foi apreendido após uma determinação do próprio juiz. Também estariam estacionadas na garagem do condomínio do juiz uma Range Rover e uma Hilux de Eike, além de seu piano.
Em nota, o TRF2 afirmou que o setor convocou uma junta médica que, na terça-feira (3) avaliará o magistrado para ratificar ou não o pedido de afastamento por motivo de saúde.
O magistrado foi flagrado na última terça-feira (24) chegando ao prédio da Justiça Federal dirigindo o Porsche Cayenne do empresário Eike Batista. O veículo foi apreendido após uma determinação do próprio juiz. Também estariam estacionadas na garagem do condomínio do juiz uma Range Rover e uma Hilux de Eike, além de seu piano.
Em nota, o TRF2 afirmou que o setor convocou uma junta médica que, na terça-feira (3) avaliará o magistrado para ratificar ou não o pedido de afastamento por motivo de saúde.
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Afastado de processo
A corregedora-nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, determinou na quinta-feira (26) o afastamento do juiz o juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, da condução dos processos contra o empresário Eike Batista.
A corregedora-nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, determinou na quinta-feira (26) o afastamento do juiz o juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, da condução dos processos contra o empresário Eike Batista.
O magistrado foi flagrado dirigindo o Porsche Cayenne de Eike e admitiu ter guardado o veículo na garagem do prédio onde mora, junto com uma Range Rover, do filho do empresário, Thor Batista. Flávio Roberto Souza também deu a um vizinho a guarda de outro carro da família de Eike e de um piano de cauda. Esses e outros bens foram apreendidos por decisão do próprio juiz e seriam leiloados para garantir o pagamento de dívidas empresariais.
Com a decisão, o juiz continuará na função, mas os processos de Eike serão distribuídos a outro magistrado. Nancy Andrighi determinou ainda a instauração de um procedimento disciplinar que tramitará junto com uma sindicância já aberta na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O afastamento das funções só pode ser determinado por uma decisão colegiada do tribunal de origem do juiz ou do plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com voto de pelo menos dois terços dos membros, conforme a Lei Orgânica da Magistratura.
Com a decisão, o juiz continuará na função, mas os processos de Eike serão distribuídos a outro magistrado. Nancy Andrighi determinou ainda a instauração de um procedimento disciplinar que tramitará junto com uma sindicância já aberta na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O afastamento das funções só pode ser determinado por uma decisão colegiada do tribunal de origem do juiz ou do plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com voto de pelo menos dois terços dos membros, conforme a Lei Orgânica da Magistratura.
Na decisão, a ministra Nancy Andrighi considerou que "não há e nem pode haver" possibilidade de "um juiz manter em sua posse patrimônio de particular". Ela destacou que, como justificativa para o seu ato, o magistrado afirmou que vários juízes fazem o mesmo. Para ela, o juiz federal feriu o código de conduta da magistratura. A ministra também orientou que o magistrado passe a se comportar de maneira mais "prudente".
Parecer do MPF
Nesta quarta (25), o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ), por meio da Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2), enviou ao TRF-2 parecer favorável ao afastamento do juiz e defendeu a anulação de todas as suas decisões nas ações criminais contra Eike Batista.
Nesta quarta (25), o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ), por meio da Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2), enviou ao TRF-2 parecer favorável ao afastamento do juiz e defendeu a anulação de todas as suas decisões nas ações criminais contra Eike Batista.
Justiça do RJ decreta prisão dos PMs acusados de matar jovem no Sumaré
Denúncia do Ministério Público foi aceita e prisão preventiva decretada.
Câmeras da viatura registraram a ação dos dois policiais.
Do G1 Rio
A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar, aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos policiais militares Fábio Magalhães Ferreira e Vinícius Lima Vieira. Ambos sequestraram três garotos no Centro do Rio e mataram um deles em um matagal ao lado da Estrada do Sumaré em junho do ano passado.
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Em seu despacho, a magistrada destacou que os crimes cometidos pelos dois PMS são “de natureza gravíssima”. Ela considerou ser indispensável que ambos aguardem julgamento presos pois “uma vez em liberdade, poderão os acusados tomar providências no sentido de inviabilizar a repetição das provas em sede judicial, especialmente intimidando-as, podendo incutir-lhes medo, para dizer o mínimo”.
Um dos garotos que sobreviveu à ação dos dois PMs contou em depoimento que fingiu-se de morto para escapar. O outro garoto, que foi poupado dos tiros, foi severamente ameaçado pela dupla policial. As ameaças constam no vídeo registrado pelas câmeras da viatura.
(Foto: Gabirel Barreira/G1)
“Vou passar no seu box lá, quero te vê trabalhando. Se não tive trabalhando lá, vou em Linópolis te buscar”, disse o cabo Vinícius ao menor. O cabo Fábio ratificou a ameaça afirmando que “se tiver alguma fofoca ali na Uruguaiana de que tu veio aqui em cima com a gente, a gente vai atrás de tu. Escutou? Vai fingir que nada aconteceu”.
A ação
No dia 11 de junho de 2014, os policiais realizavam um patrulhamento na Avenida Presidente Vargas, uma das principais do Centro, onde procuravam por dois menores de idade que estariam cometendo assaltos na região. Encontraram primeiro um, dirigiram por mais um tempo e acharam o segundo. Guardas municipais que estavam próximos à cena trouxeram outra pessoa, um jovem de camisa preta.
No dia 11 de junho de 2014, os policiais realizavam um patrulhamento na Avenida Presidente Vargas, uma das principais do Centro, onde procuravam por dois menores de idade que estariam cometendo assaltos na região. Encontraram primeiro um, dirigiram por mais um tempo e acharam o segundo. Guardas municipais que estavam próximos à cena trouxeram outra pessoa, um jovem de camisa preta.
Eles, então, decidiram que levariam os três "lá para cima", referindo-se ao Morro do Sumaré, no Parque Nacional da Tijuca, Zona Norte. Às 10h20, eles param pela primeira vez e provocam os jovens, seguindo com o carro para um pouco mais à frente. Às 10h27, um dos homens sai do carro e leva o jovem de camisa preta, deixando os outros dois menores, acusados de cometer assaltos, na caçamba da viatura. Eles são chamados no rádio do carro, mas ninguém responde. Às 10h32, o vídeo é interrompido, com a câmera voltando a funcionar apenas dez minutos depois.Nesse meio tempo, os policiais haviam matado Matheus de Souza, de 14 anos, e atirado duas vezes contra outro menor, de 15 anos. O rapaz, que sobreviveu aos disparos, contou que só escapou porque se fingiu de morto, após ter sido baleado nas costas e na perna.
O promotor de Justiça Homero Freitas acredita que, ao cometer o crime, os policiais tinham certeza da impunidade: "Eles não contavam que o outro jovem que levou os tiros permanecessem vivos. Eles tinham certeza que ninguém saberia de nada", avalia o promotor.
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