Por conta da maior gravidade gerada pelo Aedes aegypti, nesta semana, durante a apresentação do plano de ação de enfrentamento ao mosquito — transmissor da dengue, zika (que em gestantes pode provocar a microcefalia no bebê) e chikungunya —, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro lançou a campanha 10 Minutos Salvam Vidas. De acordo com o boletim mais recente, divulgado no último dia 2, no Estado do Rio de Janeiro foram registrados 61.820 casos suspeitos de dengue — um aumento de quase 600% em relação ao ano passado quando foram contabilizados cerca de oito mil casos suspeitos. Em 2015 são 20 óbitos confirmados, em vários municípios, dentre eles, Campos.
Por conta das novas ameaças, a campanha atual vai reforçar o tom de alerta aos municípios e à população para evitar o risco de um possível aumento de casos no próximo verão. Em conjunto com as prefeituras, o Estado irá traçar as medidas multidisciplinares que vão complementar o plano.
Em 2015, Campos conta 3532 casos confirmados de dengue, 11 suspeitos de zika, e três importados de febre chikungunya. Segundo o vice-prefeito de Campos, Dr. Chicão, o enfrentamento precisa ser maior por parte de cada cidadão. “Estamos convocando cada um para que na sua estrutura, seja em escolas, creches, UBS, residências, entre outros, colabore e comece dando exemplo. Não podemos banalizar estas três doenças, que são muito graves. Não sabemos ainda, as consequências e as sequelas todas que estão por vir. Precisamos pensar no coletivo”, pontuou.
Números - De acordo com o boletim divulgado neste mês, o Estado do Rio de Janeiro registrou 61.820 casos suspeitos da doença, com 20 óbitos confirmados: Barra Mansa (1), Campos dos Goytacazes (2), Itatiaia (1), Maricá (1), Miracema (1), Paraty (2), Piraí (1), Porto Real (2), Quatis (1), Resende (7) e Volta Redonda (1). No momento, nenhum município registra epidemia da doença. Durante todo o ano de 2014, foram notificados 7.819 casos suspeitos de dengue no Estado do Rio de Janeiro, com 11 óbitos. Em 2013, o estado registrou 217.977 casos suspeitos e 60 óbitos.
O último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), que monitora a proliferação do mosquito, realizado em outubro, em 80 dos 92 municípios, revela que 41% estão em estado de alerta e 1% em risco. Na Região Norte Fluminense estão em alerta: Campos, Quissamã, e Macaé. Já no Noroeste, Cardoso Moreira e Italva. A situação no município de Carapebus foi classificada como de risco. De acordo com o LIRAa, o índice de infestação em 1% é considerado satisfatório; de 1% e 3,99%, alerta; acima de 3,99%, risco.
Por conta das novas ameaças, a campanha atual vai reforçar o tom de alerta aos municípios e à população para evitar o risco de um possível aumento de casos no próximo verão. Em conjunto com as prefeituras, o Estado irá traçar as medidas multidisciplinares que vão complementar o plano.
Em 2015, Campos conta 3532 casos confirmados de dengue, 11 suspeitos de zika, e três importados de febre chikungunya. Segundo o vice-prefeito de Campos, Dr. Chicão, o enfrentamento precisa ser maior por parte de cada cidadão. “Estamos convocando cada um para que na sua estrutura, seja em escolas, creches, UBS, residências, entre outros, colabore e comece dando exemplo. Não podemos banalizar estas três doenças, que são muito graves. Não sabemos ainda, as consequências e as sequelas todas que estão por vir. Precisamos pensar no coletivo”, pontuou.
Números - De acordo com o boletim divulgado neste mês, o Estado do Rio de Janeiro registrou 61.820 casos suspeitos da doença, com 20 óbitos confirmados: Barra Mansa (1), Campos dos Goytacazes (2), Itatiaia (1), Maricá (1), Miracema (1), Paraty (2), Piraí (1), Porto Real (2), Quatis (1), Resende (7) e Volta Redonda (1). No momento, nenhum município registra epidemia da doença. Durante todo o ano de 2014, foram notificados 7.819 casos suspeitos de dengue no Estado do Rio de Janeiro, com 11 óbitos. Em 2013, o estado registrou 217.977 casos suspeitos e 60 óbitos.
O último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), que monitora a proliferação do mosquito, realizado em outubro, em 80 dos 92 municípios, revela que 41% estão em estado de alerta e 1% em risco. Na Região Norte Fluminense estão em alerta: Campos, Quissamã, e Macaé. Já no Noroeste, Cardoso Moreira e Italva. A situação no município de Carapebus foi classificada como de risco. De acordo com o LIRAa, o índice de infestação em 1% é considerado satisfatório; de 1% e 3,99%, alerta; acima de 3,99%, risco.
Novo cronograma de mutirões em Campos
Em Campos, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou um novo cronograma de mutirões, já iniciado na última sexta-feira (11), para eliminar o Aedes aegyti. Até 30 de dezembro, 400 agentes de combate a endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vão visitar aproximadamente 71 mil imóveis em 31 bairros e distritos. Eles farão o trabalho de prevenção em saúde, colocação de telas em caixas d’ água, aplicação de larvicidas, recolhimento de materiais inservíveis e distribuição de panfletos. Outros 80 mil imóveis já foram visitados este ano em outras 15 mobilizações.
Amanhã (14), terça (15) e quarta (16) as ações estarão concentradas nos bairros e localidades: Parque Novo Mundo, Rio Preto, Donana, Morro do Coco, e Turfe Clube. Neste ano, o CCZ realizou cerca de 6.500 fiscalizações em pontos estratégicos, como ferros-velhos, borracharias e hospitais.
O diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Cesar Salles, lembrou que os carros fumacês utilizados pelo órgão, em Campos, são os melhores do estado, com tecnologia de ponta e veneno novo recomendado pelo Ministério da Saúde. “Mas o bloqueio não vai funcionar se as pessoas não olharem suas próprias casas e se não fizerem sua parte”, alertou.
De acordo com o diretor do Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI), Luiz José de Souza, há quatro sorotipos do Aedes aegypti em circulação. “Toda atenção é pouca. A questão é grave e os cuidados devem ser redobrados não somente entre as gestantes, mas em toda a população”, alertou.
Reforço de carros para as frotas municipais
Uma das ações já anunciadas para este mês é a doação por parte da Secretaria de Estado de Saúde de 170 carros com o objetivo de reforçar as frotas de 91 municípios do Estado no combate às endemias.
Os veículos serão distribuídos da seguinte forma: municípios com população superior a 160 mil habitantes receberão três carros; municípios com população entre 23 mil e 160 mil habitantes receberão dois carros; municípios com população inferior a 23 mil habitantes receberão um carro.
A campanha inclui ainda a produção de material informativo à população e a realização de capacitação para os profissionais de saúde das redes pública e privada do Estado.
Força-tarefa para combater o mosquito
Em Quissamã, a Secretaria de Saúde também está realizando uma força-tarefa contra o Aedes aegypti. Este ano, 58 casos foram confirmados de dengue no município. A secretária da pasta, Simone Flores, esteve reunida recentemente com os presidentes das Associações de Moradores da zona urbana. “Essa parceria com as associações de moradores será fundamental para que possamos minimizar os focos em todo município, pois eles diariamente combaterão junto aos moradores. Não podemos deixar que o mosquito encontre condições para se proliferar. Temos que acabar com a água parada, eliminando todo e qualquer objeto, recipiente ou local que possa acumular água e se tornar um criadouro”, ressalto. No próximo dia 18 haverá uma grande ação no Bairro Sítio Quissamã.
Na semana passada, o município teve reunião com gestantes para explicar a relação entre o vírus da zika e o surto de microcefalia no Nordeste, e ainda distribuiu repelente.
Em São Francisco de Itabapoana, segundo o prefeito Pedrinho Cherene, estão previstas ações intensivas de prevenção e controle do mosquito e tratamento das doenças. Ainda de acordo com o prefeito, agora, o município aguarda a chegada do veículo que vai ajudar no plano de enfrentamento em 2016.
Amanhã (14), terça (15) e quarta (16) as ações estarão concentradas nos bairros e localidades: Parque Novo Mundo, Rio Preto, Donana, Morro do Coco, e Turfe Clube. Neste ano, o CCZ realizou cerca de 6.500 fiscalizações em pontos estratégicos, como ferros-velhos, borracharias e hospitais.
O diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Cesar Salles, lembrou que os carros fumacês utilizados pelo órgão, em Campos, são os melhores do estado, com tecnologia de ponta e veneno novo recomendado pelo Ministério da Saúde. “Mas o bloqueio não vai funcionar se as pessoas não olharem suas próprias casas e se não fizerem sua parte”, alertou.
De acordo com o diretor do Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI), Luiz José de Souza, há quatro sorotipos do Aedes aegypti em circulação. “Toda atenção é pouca. A questão é grave e os cuidados devem ser redobrados não somente entre as gestantes, mas em toda a população”, alertou.
Reforço de carros para as frotas municipais
Uma das ações já anunciadas para este mês é a doação por parte da Secretaria de Estado de Saúde de 170 carros com o objetivo de reforçar as frotas de 91 municípios do Estado no combate às endemias.
Os veículos serão distribuídos da seguinte forma: municípios com população superior a 160 mil habitantes receberão três carros; municípios com população entre 23 mil e 160 mil habitantes receberão dois carros; municípios com população inferior a 23 mil habitantes receberão um carro.
A campanha inclui ainda a produção de material informativo à população e a realização de capacitação para os profissionais de saúde das redes pública e privada do Estado.
Força-tarefa para combater o mosquito
Em Quissamã, a Secretaria de Saúde também está realizando uma força-tarefa contra o Aedes aegypti. Este ano, 58 casos foram confirmados de dengue no município. A secretária da pasta, Simone Flores, esteve reunida recentemente com os presidentes das Associações de Moradores da zona urbana. “Essa parceria com as associações de moradores será fundamental para que possamos minimizar os focos em todo município, pois eles diariamente combaterão junto aos moradores. Não podemos deixar que o mosquito encontre condições para se proliferar. Temos que acabar com a água parada, eliminando todo e qualquer objeto, recipiente ou local que possa acumular água e se tornar um criadouro”, ressalto. No próximo dia 18 haverá uma grande ação no Bairro Sítio Quissamã.
Na semana passada, o município teve reunião com gestantes para explicar a relação entre o vírus da zika e o surto de microcefalia no Nordeste, e ainda distribuiu repelente.
Em São Francisco de Itabapoana, segundo o prefeito Pedrinho Cherene, estão previstas ações intensivas de prevenção e controle do mosquito e tratamento das doenças. Ainda de acordo com o prefeito, agora, o município aguarda a chegada do veículo que vai ajudar no plano de enfrentamento em 2016.
Ações no Estado
Zika vírus - Desde 18 de novembro de 2015, quando se tornou obrigatório no Estado a notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele (exantema), já foram notificados 150 casos de grávidas com esses sinais. Até o momento, apenas uma teve a confirmação de zika vírus, mas ainda não há confirmação se o feto apresenta microcefalia.
Microcefalia – No início do mês, a Secretaria de Estado de Saúde passou a divulgar boletins semanais de casos de microcefalia no Estado do Rio de Janeiro. De 1º de janeiro a 1º de dezembro de 2015 foram registrados 23 casos da doença, sendo que 19 são de bebês já nascidos e quatro são referentes ao período intra-uterino. Desse total, oito mulheres relataram histórico de manchas vermelhas pelo corpo ao longo da gravidez.
Chikungunya - Com relação ao chikungunya, foram confirmados quatro casos no Estado. Todas as notificações da doença foram diagnosticadas em pessoas com registro de viagem recente para países ou estado (no caso da Bahia) onde ocorre a transmissão. Até o momento, não há evidências de circulação do vírus no Estado do Rio de Janeiro.
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