domingo, 1 de março de 2015

MP/RJ pede paralisação imediata de atividades de frigorífico em Campos


Empresa teria descumprido ações de controle ambiental determinado pela Justiça
 Carlos Grevi

Empresa teria descumprido ações de controle ambiental determinado pela Justiça

O Frigorífico Industrial de Campos S/A (Fricampos) localizado no km 130 da BR-356 pode vir a ter suas atividades suspensas mais uma vez. Isto porque, o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou ao juiz da 1ª Vara Civil, Ralph Machado Manhães Júnior, na última terça-feira (24/02), a paralisação imediata das atividades já que houve descumprimento de ações de controle ambiental, por parte da empresa, previstos em acordo homologado em audiência pública no dia 29 de julho do ano passado. O pedido foi feito através do promotor de justiça Victor Santos Queiroz.
A suspensão, se assim for sentenciada pelo juiz que ainda não emitiu parecer sobre o pedido, deve ser válida até que o frigorífico regularize a situação e mediante fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (INEA).
“O Ministério Público atuou somente como fiscal da lei nesse processo em que o frigorífico representou contra o INEA, após o juiz responsável pelo caso abrir vistas para a Promotoria Cívil. Durante a análise dos autos verifiquei que houve descumprimento de ações de controle ambiental e mediante isso foi solicitada a suspensão das atividades”, disse o promotor Victor Queiroz.
O superintende regional do INEA em Campos, René Justen, explicou que o Fricampos ajuizou Ação Anulação de Ato Administrativo em face do órgão requerendo a liberação para funcionamento, após ter sido interditado por duas vezes por não estar tratando adequadamente as exigências estabelecidas pelo INEA e nem os efluentes conforme deviam, ocorrendo lançamento de líquido proveniente das matanças dos animais e também dos estercos nas águas do Rio Muriaé.
O estabelecimento conseguiu tutela antecipada, mas o INEA recorreu através da Procuradoria do Estado pedindo a quebra da tutela, o que culminou em uma audiência de conciliação em que foram estabelecidos critérios mínimos para o funcionamento e estabelecido um cronograma com algumas determinações que deveriam ter sido cumpridas até dezembro do ano passado, mas parte delas não foi executada.
“Foi realizada uma inspeção em dezembro, que era o prazo final, e lá constatamos que algumas etapas do cronograma haviam sido descumpridas, então fiz um relatório que foi encaminhado ao juiz Ralph Manhães na primeira semana de janeiro deste ano, relatando a atual situação na empresa”, disse René acrescentando não poder entrar em detalhes sobre quais etapas foram descumpridas pelo frigorífico uma vez que ainda aguarda o deferimento do juiz.
O frigorífico teve suasatividades suspensas no dia 10 de junho. Sete dias depois o local voltou a ser interditado novamente. Já no dia 29 de julho, audiência de conciliação aconteceu no Fórum Maria Tereza Gusmão e ficou acordado que a empresa deveria colocar em funcionamento o sistema de flotação—equipamento que reduz o potencial poluidor, além de outras adequações, entre elas a implantação de esterqueira e filtro biológico.
Ainda na conciliação, o Inea ficou com a determinação para fiscalizar o cumprimento do acordo judicial e para isso seriam feitas novas fiscalizações nas dependências do frigorífico.
Ao final de seu pedido, o promotor Victor Queiroz requereu envio de cópias dos autos às Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva e a Procuradoria da República local para conhecimentos dos fatos e adoção das providências porventura cabíveis no âmbito de suas atribuições. Também foi requerido ao INEA e Procuradoria Geral do Estado a apresentarem documentação comprobatória da alegada aprovação do acordo.
"Estamos aguardando o juiz se pronunciar sobre o caso", declarou René Justen.
A equipe de reportagem do Site Ururau tentou contato com o advogado do frigorífico e através do telefone disponibilizado pela empresa na internet, mas não obteve êxito.
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Fonte: VALQUÍRIA AZEVEDO

Bandidos tentam arrombar caixa eletrônico no Centro de Campos


Placa da parte de cima de um dos caixas eletrônicos do local foi arrancada
 Thiago Macedo

Placa da parte de cima de um dos caixas eletrônicos do local foi arrancada

Uma agência do banco Santander situada no Boulevard Francisco de Paula, no Centro, em Campos, foi alvo de bandidos mais uma vez ao registrar uma tentativa de arrombamento na madrugada deste domingo (1º/03).
De acordo com a Polícia Militar, criminosos tentaram explodir a parte superior do equipamento, porém, algo teria dado errado e nada foi levado. Os suspeitos conseguiram somente arrancar a placa da parte de cima de um dos caixas eletrônicos do local.
A suspeita da Polícia Militar é de que o crime tenha ocorrido entre 23h de sábado e 03h deste domingo. O caso foi registrado na 134ª Delegacia legal do Centro para investigação.
No ano passado, o mesmo local sofreu umarrombamento. O crime foi descoberto por volta das 22h do dia 6 de dezembro, por policiais militares que faziam patrulhamento na área central. A quantia levada pelos criminosos não foi divulgada.
Esta agência do Santander já foi havia sido alvo de criminosos em setembro de 2013. O crime foi constatado quando um funcionário chegou para trabalhar e encontrou a porta que dá acesso aos fundos do local onde ficam os caixas travada. Ele acionou o técnico que foi até o local e constatou que havia quatro terminais violados.
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Fonte: URURAU

Homem morto em comunidade do Santa Helena é arrastado até a BR-101


No local do crime a Polícia Militar apreendeu duas cápsulas de calibre 9mm
 Divulgação

No local do crime a Polícia Militar apreendeu duas cápsulas de calibre 9mm

Um homem de 33 anos foi executado com vários tiros na cabeça na madrugada deste domingo (1º/03), na comunidade do Parque Santa Helena, no subdistrito de Guarus, em Campos.
Segundo informações da Polícia Militar, o crime aconteceu em uma das ruas do Conjunto Habitacional Popular do bairro e o corpo de Fabrício da Silva Lima, foi arrastado até a margem da rodovia BR-101.
As marcas de sangue deixadas pelo caminho levou os militares ao local exato do crime onde foram recolhidas e apreendidas duas cápsulas de pistola calibre 9mm. Lá nenhuma informação sobre os autores do crime foi repassada à polícia, prevalecendo à lei do silêncio.
De acordo com os militares, a vítima não possui passagem pela polícia. O corpo do Fabrício foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia e liberação para sepultamento.
O homicídio é investigado pela 146ª Delegacia Legal de Guarus.
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Fonte: URURAU

Construção de casas em São Francisco de Itabapoana é impedida


Operação nesta sexta (27) teve participação da PM e da prefeitura.
Barraco que servia como escritório de venda de lotes foi destruído.

Do G1 Norte Fluminense, com informações da Inter TV
A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense, realizou uma operação nesta sexta-feira (27) na praia de Gargaú. Moradores estavam se preparando pra começar a construir casas numa Área de Preservação Ambiental e o trabalho contou com o apoio do Instituto Estadual do Ambiente e da Polícia Militar. Um homem foi preso.
Logo no ínício da operação, foi destruído um barraco que seria usado como escritório para a venda dos lotes. Estacas e cercas demarcavam o espaço onde ficariam as casas. Profissionais da companhia de energia elétrica também participaram da ação. Eles retiraram as ligações clandestinas, praticamente prontas.
No sábado, durante outra operação no mesmo Ioca foi apreendido uma grande quantidade de arame farpado que era usado para demarcar os lotes e foram constatados prejuízos ao meio ambiente. Destruir vegetação de lugares públicos ou privados é crime ambiental, de acordo com uma lei federal.
Nesta sexta (27), a polícia recebeu uma denúncia de que o homem responsável pela negociação dos terrenos estava em uma casa bem perto de onde aconteceu a operação. O suspeito foi levado para a delegacia.

DIVIANE CHAGAS É A NOVA PRESIDENTE DA COLONIA DE PESCADORES DE SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA


 HOJE DIA 01 DE MARÇO DE 2015 DIA HISTÓRICO PARA NOSSOS PESCADORES COM A ELEIÇÃO PARA A COLONIA DE PESCADORES QUE ACONTECEU DE 8;00 AS 16:00 HORAS COM TRÊS CHAPAS CHAPA 1 COM SEU ATUAL PRESIDENTE LAUDO E COMO SUA ADVERSÁRIO COM A CHAPA 2 A ATUAL TESOUREIRA DIVIANE CHAGAS E A CHAPA 3 O CANDIDATO JOACY ONDES AS 16 HORAS TEVE O FECHAMENTOS DAS UNAS EM BARRA DO ITABAPOANA, GUAXINDIBA E GARGAÚ  ONDE A DIVIANE CHAGAS OBTEVE 430 VOTOS SE CONSAGROU A  PRESIDENTE JÁ O SEGUNDO COLOCADO FICOU COM O ATUAL PRESIDENTE LAUDO COM 224 VOTOS E JOACY COM 31 VOTOS.







































Estresse domina Congresso à espera dos pedidos de inquérito do procurador-geral



‘Sabe algum nome?’ e ‘sabe dizer se alguém já foi procurado?’ foram as perguntas mais repetidas nos corredores da Câmara e do Senado na semana que passou; lista de Janot com políticos citados na Lava Jato sai nos próximos dias

Brasília - Os dias que antecedem a apresentação dos inquéritos contra políticos citados no esquema de corrupção da Petrobrás foram de trabalho por parte dos acusadores, a Procuradoria-Geral da República, e tensão dos parlamentares, no Congresso Nacional.

Neste fim de semana, procuradores da República que elaboraram as peças contra autoridades citadas na Lava Jato se dedicam a reler todo material, elaborado com base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. 

Os oito procuradores que integram o grupo de trabalho coordenado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tentam concluir o trabalho para que o material chegue ao Supremo Tribunal Federal – no caso de parlamentares – e ao Superior Tribunal de Justiça – no caso de governadores – até quarta-feira. Checam todas as peças para que não haja nenhuma incoerência entre os casos, já que todos estão interligados. 

O procedimento habitual do procurador-geral da República é de avisar políticos investigados antes de solicitar as investigações ao Supremo, para que os parlamentares não sejam “intimados” por notícias veiculadas na imprensa. Contudo, ainda não se sabe se o procurador adotará o mesmo hábito nos casos relativos à Lava Jato. 

Mas essa mera possibilidade despertou no meio político nesta semana um sentimento batizado por alguns de “tensão pré-Janot”. O motivo é que dezenas de nomes de parlamentares apareceram nos depoimentos dos delatores, entre eles os dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), que negam as acusações. 

Conforme revelou o Estado em dezembro, só na lista de Costa são ao menos 28 políticos mencionados. Assim, o clima nos últimos dias foi de apreensão nos corredores do Congresso. No café dentro do plenário da Câmara e do Senado, tradicional área em que os parlamentares se reúnem durante as sessões, todos especulavam quem apareceria na lista de Janot e, em um movimento inverso ao corriqueiro, abordavam jornalistas na expectativa de conseguir a confirmação dos nomes antecipadamente. “Sabe algum nome?”, “Sabe dizer se alguém já foi procurado?”, perguntavam aos repórteres. 

Para aliviar a tensão, alguns faziam piada com a previsão de telefonemas, cartas ou e-mails da Procuradoria-Geral antecipando alguma a notícia. “Oficial de Justiça vai ter que entrar aqui com segurança”, brincou um deputado. “Essa história de telefonar não vai dar certo porque vão começar a passar trote e aí vai ter muito cara enfartando”, disse outro. 

Rumos 
A lista também é esperada para definir os rumos da CPI criada na Câmara para apurar o esquema de corrupção na Petrobrás. A bancada do PSOL pretende solicitar ao STF que os citados na lista não integrem a comissão. De posse dos nomes de eventuais alvos de pedido de inquérito, tucanos decidiram apresentar requerimentos de quebra de sigilos fiscal e telefônico dos envolvidos. Já os petistas elaboravam como tentar evitar que o acirramento dos ânimos “pós-lista” não contamine o plenário e uma base aliada em pé de guerra com o Palácio do Planalto. “O plenário tem que andar. Não pode ter contaminação”, afirmou o líder do partido na Câmara, Sibá Machado (AC). 

A ansiedade pela lista também adentrou o Palácio do Planalto, mas em um grau menor. Ali, o que se falava era que o rol não seria motivo de constrangimento uma vez que a maior parte dos nomes é conhecida. 

Havia, porém, uma expectativa considerada positiva de que a lista inclua nomes do PSDB, o que deixaria o escândalo com um caráter suprapartidário. 

Sigilo
no STF existem 42 procedimentos equivalentes aos fatos apurados com base nas duas delações. O número não coincide necessariamente com a quantidade de políticos citados no esquema. Em cada um dos procedimentos, Janot pode pedir abertura de inquéritos, oferecer denúncias ou ainda solicitar o arquivamento do envolvimento de parlamentares. A tendência é de que, na maior parte dos casos, a Procuradoria-Geral solicite a abertura de inquérito, para que as investigações continuem. 

Entre as medidas que podem ser autorizadas pelo Supremo após a abertura de inquérito estão a quebra de sigilo bancário e a oitiva de testemunhas.

No STJ, estão a cargo do ministro Luís Felipe Salomão três procedimentos relacionados ao suposto envolvimento dos governadores Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) e Tião Viana (PT-AC) e do ex-ministro Mário Negromonte no esquema de corrupção na Petrobrás. Esses três últimos casos ficam no STJ, onde governadores e membros dos tribunais de contas têm foro. 

Junto do envio das peças, Janot vai solicitar aos ministros- relatores dos dois tribunais que retirem o sigilo das peças nos casos em que não comprometer o andamento do caso. 

O ministro Luís Felipe Salomão tende a retirar o sigilo assim que as peças chegarem ao STJ. Teori Zavascki, relator do caso no STF, tem mantido discrição sobre os processos da Lava Jato. Não se sabe ainda, na Corte, se ele acatará a sugestão do procurador-geral para derrubar o segredo das investigações. A expectativa é de que uma possível retirada de sigilo no Supremo seja feita de maneira uniforme nas peças para evitar interpretações de privilégio a algum grupo de autoridades sob suspeita. / COLABOROU TÂNIA MONTEIRO

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Renato Duque foi solto a pedido de Lula, diz jornal. Esposa teria ameaçado denunciar envolvimento do ex-presidente


BOMBA
Duque, Lula e Zavascki
Quando o ministro Teori Zavascki, do STF, mandou deixar solto Renato Duque, o afilhado de José Dirceu e arrecadador petista na Petrobras, que ele mesmo mandara soltar noutra ocasião, escrevi aqui no blog:
A Justiça brasileira é motivo suficiente para sair às ruas em 15 de março. Que a constrangedora impunidade desses criminosos, especialmente dos protegidos do PT, desperte o sentimento e o dever cívicos de milhões e milhões de brasileiros.
Quando outra decisão do ministro revelou “dois pesos, duas medidas”, tuitei:
Captura de Tela 2015-02-27 às 18.22.54Os demais golpes do partido governante para blindar Lula e Dilma Rousseff no escândalo do Petrolão também estão resumidos passo a passo neste blog – aqui e aqui.
Mas agora estourou a ‘bomba’ que revela a atuação direta do ex-presidente no boicote à Justiça, com a cumplicidade do ministro do STF:
Isso mesmo: Duque foi solto a pedido de Lula, conforme O Antagonista apurou com três fontes diferentes. Em resumo:
1) A mulher do arrecadador entrou em desespero com a prisão do marido em novembro de 2014 e, não podendo mais recorrer ao mensaleiro em baixa Dirceu, procurou o braço-direito de Lula, Paulo Okamotto, que lhe prometeu resolver depressa a situação.
2) Cobra criada em lidar com petistas, ela não caiu na conversa e ameaçou reunir provas suficientes para demonstrar que Lula sabia e participara de todo o esquema de corrupção na Petrobras, o que acabou obrigando Okamatto a alertar o ex-presidente de que ele deveria resolver pessoalmente o problema.
3) Lula então se encontrou com a mulher de Duque e tentou convencê-la de que seu marido ficaria na prisão por menos tempo do que se imaginava, mas ela tampouco se deixou levar e voltou a dizer que o implicaria no escândalo se Duque não fosse libertado rapidamente.
4) Acuado, Lula pediu socorro a um grande amigo seu, ex-ministro do STF, que lhe sugeriu, como o melhor caminho, recorrer a Teori Zavascki.
5) O próprio amigo de Lula marcou um encontro com o ministro para lhe explicar a urgência de livrar Renato Duque, porque, caso contrário, Lula seria envolvido “injustamente” num escândalo de proporções imprevisíveis para a estabilidade institucional.
6) Teori Zavascki aquiesceu. Avisado pelo amigo ex-ministro do STF, Lula comunicou à mulher de Renato Duque que tudo estava resolvido e, passados pouco mais de quinze dias após a sua prisão, o arrecadador viu-se livre da carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
Comento: Não faltam motivos para o povo sair às ruas.
Teori
Teori Zavascki mostra onde enfia a democracia